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A crescente demanda por práticas sustentáveis tem levado muitas empresas a adotarem políticas de ESG (Ambientais, Sociais e de Governança). Segundo uma
pesquisa divulgada pela Amcham em abril deste ano, 71% das empresas já adotam ações voltadas para essas áreas. No ano anterior, esse número correspondia a 47%.
No entanto, o estudo revela que 45% delas ainda estão em fase inicial de implementação das práticas ESG. Essa lacuna destaca a necessidade de ferramentas que facilitem essa transição. Pensando nisso, a tecnologia da informação (TI) pode ser uma aliada.
De acordo com o Instituto de Desenvolvimento Social, Gestão e Tecnologia (IDESG) a tecnologia de ponta e as suas inovações, como a internet 5G e a inteligência artificial (IA), podem colaborar com as metas ESG de diversas formas, como na redução do consumo de energia e das emissões de gases de efeito estufa.
Isso é possível por meio de soluções de eficiência energética, monitoramento de emissões, gestão de resíduos, uso de fontes renováveis. A TI pode ainda ajudar a melhorar a governança corporativa e a transparência, a partir do uso de ferramentas de gestão, segurança da informação, auditoria e compliance.
A Escola Superior de Redes (ESR), unidade de serviço da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), destaca que ao utilizarem
big data, por exemplo, as empresas podem monitorar e gerenciar seus recursos de maneira mais assertiva, identificando padrões e oportunidades de maximizar o uso sustentável dos recursos operacionais e naturais, além de minimizar desperdícios.
Existem ainda ferramentas de TI que auxiliam na modelagem e visualização dos processos, como é o caso da
ferramenta UML online. A partir de formas visuais, cores e terminologias padronizadas, ela possibilita a criação de diagramas que ajudam a estruturar e entender os sistemas dentro da organização e identificar pontos de melhoria e oportunidades de inovação.
As tecnologias avançadas de análise de dados e IA também auxiliam na identificação de padrões de comportamento e necessidades de grupos que, historicamente, foram sub-representados ou marginalizados, conforme aponta a ESR.
Ações que os líderes de TI podem realizar
O IDESG destaca que os líderes de tecnologia das empresas, como os
chief information officers (CIOs), são os responsáveis pela condução da transformação digital, integrando a tecnologia aos processos, às pessoas e à estratégia organizacional.
Para isso, é fundamental que estejam em sintonia com os princípios de ESG, tanto na seleção das tecnologias quanto na maneira como as implementam e administram. Entre as ações que podem ser realizadas pelos líderes de TI estão o uso de servidores em nuvem, a reciclagem de equipamentos e a implementação de práticas de programação sustentáveis, que incluem a otimização de código para eficiência energética.
Além disso, o instituto destaca a possibilidade de estabelecer parcerias com organizações locais para promover a inclusão digital, com atitudes que incluem oferecer acesso à internet, doar dispositivos e capacitar pessoas.
Os líderes devem ainda garantir a segurança, a privacidade e a conformidade dos dados, seguindo as normas e regulamentações vigentes, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). São exemplos de medidas de proteção a criptografia, a autenticação e o backup.
TI auxilia na transparência das informações
De acordo com a ESR, desenvolver uma operação robusta para a prática da agenda ESG é também se preocupar com a transparência e a ética de dados e informações. A tecnologia é uma das principais aliadas para viabilizar operações mais responsáveis e com registros de informações, permitindo uma gestão de dados otimizada, que garante que as empresas atendam às regulações ao mesmo tempo que protegem os direitos de usuários e parceiros.
A recomendação é criar sistemas de coleta e gerenciamento de dados que possibilitem relatar e monitorar o desempenho em ESG. Relatórios de sustentabilidade transparentes permitem que os
stakeholders acompanhem o progresso da organização nas práticas ESG e promovem a responsabilização.
Além disso, é possível garantir a proteção dos dados e a privacidade dos usuários através da implementação de protocolos rigorosos de cibersegurança. Proteger as informações sensíveis é essencial para manter a confiança e atender as exigências de governança.