Internet das Coisas será fundamental na retomada da indústria brasileira

A Indústria 4.0 está na agenda das organizações

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A Internet das Coisas é uma tecnologia que tende a crescer e trazer evolução para muitas áreas de negócios. O conceito que se refere a uma rede de objetos como veículos, edificações e aparelhos e maquinários capazes de se conectar à rede pode ajudar a indústria brasileira trazendo o benefício dessas novas tecnologias para se desenvolver e chegar perto, ou até mesmo ultrapassar outros mercados já avançados, como o norte-americano, por exemplo.

Os números levam ao otimismo: Uma pesquisa da Fiesp mostra que o grau de conhecimento das empresas industriais brasileiras sobre a Indústria 4.0 está evoluindo. De 222 corporações entrevistadas, 154 (68%) já ouviram falar no termo e 90% têm convicção que estas novas práticas podem aumentar a produtividade industrial. Para completar, 90% dos gestores afirmam que a novidade é uma oportunidade, e não um risco. Mas com um cenário tão otimista, o que falta para as empresas brasileiras aderirem, de fato, ao modelo de Indústria 4.0?

“As empresas de redes para IoT ainda estão implantando suas redes, e os fabricantes de chips para esta tecnologia ainda consideram volumes grandes para o preço cair a um nível mais competitivo. Além disso, o Governo precisa ter uma política clara de cobrança de taxas e impostos e com uma moratória nesta cobrança para a tecnologia poder decolar no Brasil”, afirmou Luis Viola, Diretor de Tecnologia da Associação Brasileira de Internet das Coisas (ABINC),

Com o arrefecimento dos efeitos da crise econômica e a expectativa de retomada dos investimentos, a Indústria 4.0 está na agenda das organizações. De acordo com um estudo da escola de negócios IMD junto a empresas de supply chain na Europa, os cinco principais fatores críticos para o bom desempenho dos negócios até 2020 são elementos tradicionais, como estratégia e integração, vendas e operações, agilidade, eficiência e gestão. A partir de 2020, no entanto, as perspectivas mudam. Inteligência de dados, digitalização da cooperação entre fornecedores e parceiros, Internet das Coisas e Inteligência Artificial passam a ser as prioridades das empresas do segmento.

Apesar da reconhecida relevância das inovações acima para o sucesso dos negócios, o estudo aponta que a implementação da Indústria 4.0 encontra dificuldades. Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) o total de empresas no Brasil que adota as tecnologias da Indústria 4.0 é de apenas 2%. Segundo a ABINC, para que as empresas do país cheguem ao patamar competitivo dos negócios de outros mercados, é necessário pelo menos uma década de esforço contínuo, “mas que devem começar a ser feitos agora”.

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