Manifestantes protestam devido a rejeição de verba para Horto Florestal de Mairinque

Fotos: Elvio Lorieri
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Da Redação - Fotos: Elvio Lorieri

Manifestantes realizaram um protesto na segunda-feira (08), na Câmara Municipal de Mairinque, devido a Rejeição do Projeto de Lei do Executivo que liberava a verba de R$ 3 milhões para a revitalização do Parque Municipal Horto Florestal Antônio Anselmo. O projeto de Lei 52/2016 foi votado na Câmara Municipal de Mairinque no dia 1° de agosto e segundo informações da Câmara Municipal de Mairinque, foi rejeitado com cinco votos contrários dos vereadores Ovídio Alexandre Azzini, Helio Moretto Júnior, Vitório Aldigheri Júnior, Rodrigo Augusto Conceição e Francisco Rodrigues Cardozo. O projeto precisa da aprovação de 2/3 da Câmara para seguir em frente, por isso foi rejeitado mesmo com apenas cinco votos contrários.

Foi à quarta-vez que o projeto foi enviado a Câmara Municipal, tendo sido reprovado duas vezes e retirado em outra ocasião. O governo mairinquense afirma que os R$ 3 milhões foram disponibilizados pelo Governo do Estado, por meio do Fundo de Interesses Difusos (FID) e são destinados exclusivamente para a reforma do Horto, não trazendo nenhuma despesa por parte da Prefeitura. “Nada justifica a rejeição, uma vez que o convênio não prevê nenhuma contrapartida municipal, toda a reforma do Parque seria bancada pelo Fundo de Interesses Difusos (FID), da Secretaria da Justiça do Estado de São Paulo.”, afirmou a prefeitura em nota enviada a nossa redação.

Devido a rejeição do projeto, um grupo de manifestantes se organizou em uma manifestação contra a atitude dos vereadores. Levando um cartaz com os dizerem “Queremos o Horto Vivo” os presentes na manifestação chegaram a levar um caixão até a Câmara, como uma forma simbólica de expressarem suas opiniões sobre a atual situação do local. “Foi um movimento pacífico em todos os sentidos. Levamos o caixão como uma forma de simbolizar o nosso luto pela situação atual do horto, que está abandonado e, de certa forma, morrendo aos poucos”, afirmou a professora de dança e diretora da Companhia de Artes Omnifarious, Vanusa Vieira. Segundo a professor,a o caixão foi aberto para deixar claro que este se encontrava vazio, sendo levado como um ato simbólico de protesto e não como um símbolo de ameaça a qualquer um dos parlamentares. “Não estamos ligados a qualquer partido político, somos pessoas que se preocupam com uma das atrações turísticas mais importantes do município e que não querem que ela acabe”, completa.

Vereador fala sobre o caso

Segundo os manifestantes, o protesto também teve o objetivo de conscientizar a população, que em sua maioria desconhece a situação do horto. “Queremos dar um incentivo a população, para que todos entendam a importância deste lugar e porque ele deve ser restaurado, afinal ele é um patrimônio importante para a cidade e poderia oferecer muitas possibilidades a população”, afirmou a estudante Mariana Cajado.

Nossa redação conseguiu entrar em contato com o Vereador Rodrigo Augusto para falar sobre o projeto. O legislador afirmou que manteve a sua postura com relação a votações passadas, onde votou contra o projeto pois este apresentava irregularidades, como a não especificação de que obras seriam realizadas no horto com a verba. O legislador também afirmou que a proximidade do período eleitoral é uma preocupação, pois faz com que o projeto tenha um cunho político muito forte. “É importante deixar claro que não sou contra o Horto Florestal da cidade, muito pelo contrário, pois ele é muito importante. Mas nossa cidade tem outras prioridades que poderiam ser beneficiadas desta verba, que não foi perdida e que pode ser utilizada em projeto que beneficiem o meio ambiente”, afirmou o vereador. O parlamentar também afirmou que a Câmara não tem rejeitado a situação do horto, tendo aprovado cerca de R$ 500 mil em verbas para serrem aplicados no local.

Nossa redação também tentou entrar em contato os outros vereadores que votaram contra o projeto, mas até o fechamento desta edição, não obteve sucesso.

Segundo a prefeitura de Mairinque, o governo municipal entrou com uma ação na Justiça para anular a última votação desse projeto no dia 8 de agosto, uma vez que acredita terem ocorrido uma série de irregularidades na condução do processo, além de inicar um trabalho de “conscientização popular no sentido de sensibilizar os vereadores da oposição a rever seus posicionamentos”.

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