O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi alvo de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a depor e depois é liberada) na 7ª fase da Operação Zelotes, que apura o pagamento de propina a conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) para que multas aplicadas a empresas fossem reduzidas ou anuladas.
Com o depoimento, os investigadores pretendem apurar a ligação de Mantega com a empresa que é suspeita de comprar decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda. O ex-ministro da Fazenda foi citado por suspeitos investigados na operação como amigo de um dos alvos da fase deflagrada nesta segunda-feira, Victor Sandri, dono da empresa Cimento Penha, suspeita de comprar decisões do Carf.
A nova fase da Operação Zelotes foi deflagrada nesta segunda-feira, onde os policiais cumprem mandados nos estados de São Paulo e Pernambuco e no Distrito Federal. A Polícia Federal estima que foram desviados mais de R$ 19 bilhões no esquema.