Aprenda a planejar suas finanças

Por Da Redação: Rafael Barbosa-Foto: Gabriele Pinho
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Da Redação: Rafael Barbosa - Foto: Gabriele Pinho

O Jornal da Economia dá continuidade em  sua série de reportagens sobre finanças pessoais. Em nossa conversa com a Consultora Financeira Andréa Voûte, desta vez falamos sobre como devemos planejar nossa vida financeira desde cedo, para que não tenhamos surpresas desagradáveis no fim de cada mês.

Neste mundo agitado em que vivemos é cada vez mais raro encontrarmos tempo para planejarmos nossos orçamentos e despesas, o que leva muitas pessoas a gastarem por impulso e consequentemente, além da conta. Andréa diz que o mais importante no planejamento financeiro bem sucedido é autoconhecimento econômico, o que quer dizer que é imprescindível que você saiba, quanto ganha, o que pretende fazer ao longo do ano e principalmente quanto tem gastado ou está devendo.

“Você sabe quanto você deve? Esta é uma pergunta que deveria ser simples, mas segundo estudos recentes a maioria das pessoas tem conhecimento que tem compromissos mas não sabem para quem devem ou exatamente quanto tem que pagar”, diz Andréia.

Um erro grave e que pode afundar muitas pessoas em dívidas pois sem saber quanto precisam pagar, eles não tem ideia do tamanho do problema em questão. É preciso ter conhecimento deste tipo de situação, procurando saber exatamente quais são suas dívidas e quais são os seus gastos e organizá-los, uma tarefa que pode ser facilitada com aplicativos simples de celulares, embora na dúvida você pode utilizar o velho bloquinho de notas ou caderno que é ainda uma ferramenta poderosa. “É preciso ter coragem de encarar estes números, mesmo que eles não sejam os que você gostaria, pois eles são consequências do seu estilo de vida, um fator que pode ser mudado para que você melhore sua saúde”, afirma a consultora.

Anotar todos os seus gastos em um caderno é uma tarefa difícil, mas que é necessária e que acaba se tornando quase automática com o tempo e que vai tornar sua vida mais fácil na hora de se programar, é preciso reconhecer os gastos que são supérfluos. Não se engane, dívidas não vem por mágica e também não acabam de uma hora para outra, sendo em geral um reflexo de uma vida econômica mal estruturada, uma situação que pode ser mudada com um pouco de esforço e boa vontade. Não é necessário planilhas gigantescas de Excel para resolver este problema, apenas auto conhecimento sobre o que você está gastando e principalmente evite fazer dívidas para pagar outras dívidas.

“Empréstimo não é solução. A solução está em você procurar a origem da sua dívida e lidar com ela, controlando-a ou cortando o mal pela raiz”, conclui Andréia.

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