O Jornal da Economia visitou a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) que está sendo construída pela Sabesp na região do Guaçu. A estação é uma promessa antiga da empresa, que teve o seu contrato renovado com a cidade e que garante que já sua primeira fase, deve ser implantada até o final do ano e irá beneficiar 80% do município de São Roque.
Uma implementação que deve mudar a vida dos moradores e da cidade, que hoje não conta com seu esgoto tratado, entretanto esta conquista demorou anos para chegar. O primeiro contrato da obra foi feito na década de 90, com a empresa Araguaia mas o mesmo foi rescindido depois do abandono e a obra só pode ser retomada em 2012, sobre novas diretrizes mais atuais. Mesmo que o novo complexo tenha um investimento na casa dos R$ 34 milhões, ele traz resquícios da obra passada. Três tanques remanescentes do projeto anterior tiveram que passar por um processo de reforma para readequá-los ao projeto de tratamento que está sendo implantado neste momento.
Ao andarmos pela obra fomos informados que a parte estrutural da mesma já se encontra praticamente concluída e o próximo passo será a instalação da parte eletromecânica. Segundo a Sabesp o cronograma da obra segue dentro do prazo e deve ser entregue até o final de 2016, quando a estação entra em estágio de pré-funcionamento e será conduzido pela empresa responsável pela obra (o consórcio das construtoras Criciúma e Cappellano) em parceria com a Sabesp. Este estágio deve se estender até meados de 2017, quando a Sabesp assumirá o controle da estação.
No final do ano, a estação contemplará a região central de São Roque e os bairros adjacentes, como São João Novo e Mailasqui. A estação funcionará com quatro Estações Elevatórias de Esgoto, que estão sendo construídas juntamente com a ETE e levarão os dejetos para serem tratados no complexo principal. “Nesta primeira etapa 80% do município de São Roque será contemplada com o tratamento de esgoto. Na segunda etapa, que já está em fase de licenciamento ambiental, a região do Goianã, Aliança e Campininha, chegando até o Vinhedo e Canguera”, afirma José Cicero de Sá, Gerente do Setor de São Roque da Sabesp.
Preocupação com o meio ambiente
A ETE terá um grande impacto não apenas na qualidade de vida da população, que finalmente terá seu esgoto tratado, mas também no meio ambiente. “A estação será totalmente automatizada, com uma média de tratamento de 150 litros de esgoto por segundo, o mais importante é que o tratamento que implementamos aqui é praticamente todo feito de forma natural, com o uso mínimo de produtos químicos”, afirma José Cicero de Sá.
Deste modo a água jogada pela estação na natureza terá um alto grau de pureza, fazendo com que a cidade deixe de contribuir para a poluição dos seus rios e mananciais, que se tornarão cada vez mais limpos e segundo os funcionários da Sabesp a expectativa é que no futuro peixes possam nadar novamente nas águas de São Roque. “A despoluição dos rios e bacias da região trará benefícios ecológicos que não se restringem apenas a São Roque”, completa Guilherme Antônio Adani, engenheiro da Sabesp e fiscal da obra de São Roque.
A estação também segue um sistema de reaproveitamento inovador já que estudos conduzidos pela UNESP de Botucatu já visam utilizar o lodo resultante do processo de tratamento de esgoto como fertilizante.