Guto Issa quer municipalizar Santa Casa, mas dívida de R$ 35 milhões e falta de verbas acendem alerta

Enquanto Prefeito assina decreto de utilidade pública, empresário Felipe Japiassú questiona falta de recursos para o básico e para obras nas Marginais da cidade

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Guto Issa quer municipalizar Santa Casa, mas dívida de R$ 35 milhões e falta de verbas acendem alerta
Divulgação Santa Casa

A política e a saúde de São Roque vivem dias de intensa movimentação. O prefeito Guto Issa anunciou oficialmente a intenção de desapropriar o prédio da Santa Casa de Misericórdia (Hospital Sotero de Souza) para transformá-lo em Hospital Municipal. O primeiro passo jurídico já foi consolidado com a publicação, no Diário Oficial, do decreto de utilidade pública do imóvel.

Em vídeo nas redes sociais, o chefe do Executivo afirmou que o processo pode ocorrer de forma amigável ou judicial, e confirmou uma reunião decisiva com a Provedoria da Santa Casa para a próxima segunda-feira, 13 de abril.


Prefeito Guto Issa disse que irá conversar com a Provedoria dia 13

O Questionamento Financeiro

O anúncio, contudo, foi recebido com ceticismo pelo empresário sanroquense Felipe Japiassú, que também utilizou as redes sociais para cobrar transparência. Japiassú revelou um dado alarmante: a Santa Casa acumularia uma dívida superior a R$ 35 milhões, valor que só cresceu desde o início da intervenção."O povo precisa saber quem irá pagar a dívida da irmandade contraída pela prefeitura?", questionou o empresário.


Empresário Felipe Japiassú, questiona "quem irá pagar a conta?"

A viabilidade da desapropriação é colocada em xeque pelas recentes declarações do presidente da Câmara, Julio Mariano. Em sessões do Legislativo, Mariano tem sido enfático ao afirmar que a prefeitura não dispõe de recursos para investimentos essenciais.

"A gravidade da situação financeira reflete-se na infraestrutura: para realizar as reformas urgentes das marginais Bernardino de Lucca e Antonino Dias Bastos, a administração municipal terá que remanejar R$ 6 milhões. Esse montante é fruto de um empréstimo do Governo do Estado que seria destinado à construção de uma nova delegacia, mas que agora deve ser desviado para cobrir o déficit nas obras das marginais". Destaca o empresário.

Para Japiassú e críticos da medida, a conta não fecha: "como o município pretende assumir a propriedade definitiva de um hospital (Sotero de Souza) e suas dívidas milionárias, se hoje falta orçamento até para a manutenção básica das vias públicas?" Indaga o empresário em vídeo postado nas redes sociais.



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