Com a elevação das temperaturas, um tema que merece atenção especial é a queimadura solar e a insolação. Problemas comuns nesta época do ano, eles podem causar sérios danos à saúde quando não prevenidos ou tratados corretamente.
Apesar de muitas vezes serem associados, queimadura solar e insolação não são a mesma coisa e podem ocorrer de forma independente. É possível, por exemplo, ter insolação sem apresentar queimaduras na pele, assim como sofrer queimadura solar sem desenvolver insolação.
A insolação é caracterizada pelo aumento da temperatura corporal, uma emergência térmica conhecida clinicamente como hipertermia. Ela pode ocorrer após exposição direta ao sol, mas também em ambientes quentes, mesmo sem sol intenso, como durante atividades externas, trabalho em locais abafados ou longos períodos nas ruas.
Os principais sintomas da hipertermia incluem:
A prevenção é fundamental e envolve cuidados simples no dia a dia, como:
A ingestão adequada de água é essencial para ajudar o corpo a regular a temperatura e reduzir os riscos de hipertermia.
Se os sintomas surgirem, a pessoa deve ser levada imediatamente para um local fresco e arejado. É importante oferecer água, aplicar compressas frias, borrifar água termal ou utilizar compressas de camomila. Um banho frio também auxilia na redução da temperatura corporal.
Em situações mais graves, como desmaios ou aceleração dos batimentos cardíacos, é fundamental procurar atendimento hospitalar, pois pode ser necessária hidratação endovenosa.
A queimadura solar ocorre quando a pele é exposta ao sol de forma intensa e sem proteção adequada. Os sinais mais comuns são vermelhidão, inchaço, dor e sensibilidade. Em casos mais graves, podem surgir bolhas.
Em algumas situações, a queimadura solar pode estar associada à insolação, agravando o quadro geral.
A proteção solar é indispensável. As principais recomendações são:
Crianças e idosos exigem atenção redobrada, pois são mais vulneráveis tanto à insolação quanto às queimaduras solares.
Além de beber bastante água e tomar banhos frios, recomenda-se o uso de hidratantes mais densos, com ativos calmantes e reparadores da barreira da pele, que auxiliam no processo de cicatrização.
No caso de bolhas, não é indicado estourá-las ou removê-las. O líquido presente tem função cicatrizante. Compressas de camomila e água termal também ajudam a aliviar os sintomas.
Se houver sinais de infecção, dificuldade de cicatrização ou risco de formação de cicatriz, é essencial buscar o acompanhamento de uma dermatologista.
Mesmo em dias nublados ou de mormaço, a radiação ultravioleta continua presente, especialmente a UVB, associada às queimaduras solares. Por isso, o uso diário do protetor solar deve ser mantido, independentemente da aparência do céu.
A médica dermatologista Priscilla Pereira (CRM 147255, RQE 50593) é natural de Juiz de Fora (MG), reside em São Roque e atende em consultórios nas cidades de São Roque e Ibiúna.
É formada pela Universidade Federal de Juiz de Fora, com Residência Médica em Dermatologia pela Universidade de Mogi das Cruzes, além de especializações em Tricologia, Cosmiatria e Laser. Possui formação em Transplante Capilar pela Barcelona Hair Clinic e é membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Agendamentos: WhatsApp (11) 97834-5269
Instagram profissional: @drapriscilla_dermatologista