Mãe realiza manifesto em prol de Justiça pelo filho em São Roque

Jéssica Trindade diz que Luiz Otávio era agredido por uma professora na escola

Da Redação: Ana Laura Gonzalez
Foto: Carlos Mello
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Na tarde do último domingo (21), foi iniciado um manifesto pacífico no Centro Cultural Brasital em prol de Justiça sobre um processo em andamento que trata uma denúncia de agressões a uma criança com Síndrome de Down por parte de uma professora da EMEI Bandeirantes. O Jornal da Economia esteve presente para conferir o ato e, de acordo com Jéssica Trindade, mãe de Luiz Otávio, as violências contra o filho aconteceram em 2019, quando o menino ainda tinha 03 anos de idade.

“Faz um ano e meio que a gente espera por soluções e a professora está afastada, mas continua no cargo, além da diretora ter sido nomeada a chefe da Educação Infantil aqui na cidade. São coisas que estão acontecendo e ninguém ainda foi punido, então a gente espera que o prefeito tome alguma providência a respeito disso”, disse a mãe de Luiz Otávio, que desde o ocorrido busca por um posicionamento da Prefeitura de São Roque.

A mulher ainda afirma que a criança chegava em casa com hematomas pelo corpo e ela sempre procurava a direção da escola para questionar sobre os machucados do filho. Jéssica fala que não tinha provas para fazer acusações até que a mãe de uma coleguinha do Luiz Otávio disse a ela que sua filha não queria mais ir para a escola, porque a professora batia muito no menino, que era amarrado, recebia puxões de cabelo e apertões no braço, segundo a colega.

Foi então que Jéssica Trindade procurou as cuidadoras que trabalharam na EMEI para perguntar a respeito das possíveis agressões. De acordo com ela, as mulheres confirmaram a violência e falaram que foram dispensadas quando contaram sobre o caso para a diretora.

Diante da informação, a mãe entrou com um processo na época e, recentemente, descobriu que ele havia sido arquivado porque as provas apresentadas à Delegacia de São Roque foram perdidas. “Eles não enviaram o meu CD de provas ao Fórum, porque sumiu. Ainda bem que eu tenho tudo guardado e consegui mandar novamente para dar andamento no processo”, declarou ela, que estranha o fato de os arquivos terem desaparecido sem explicações.

Nossa redação questionou a Prefeitura de São Roque sobre como o governo municipal se posiciona e qual ação tem realizado diante do assunto. A administração então nos afirmou que “o referido processo administrativo, instalado em 18 de dezembro, está em fase de oitivas dos envolvidos. Esta fase significa que os depoimentos estão sendo colhidos para garantir a apuração dos fatos”, esclareceu a Prefeitura, reforçando que tem compromisso com a lisura, transparência, ética e respeito no serviço público.

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