Com a pandemia, público sênior passa a comprar mais de forma online

Uma nova e mais eficiente forma de prestação de serviço: o seu próprio mercado virtual.

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De acordo com o IBGE, o Brasil tem mais de 28 milhões de pessoas acima dos 60 anos, a faixa etária mais impactada pela pandemia. Para eles, a recomendação foi de um rígido isolamento social, pois são o chamado grupo de risco.

Mas se podemos tirar algo de bom de tudo isso, é que com a quarentena, a inclusão digital se desenvolveu de forma rápida! Nossas rotinas migraram para o mundo virtual, como trabalho, estudo, relacionamento e principalmente as compras.

Segundo o SPC Brasil, as pessoas sêniores, com 60 anos ou mais, detêm alto poder de compra. Se muitos deles antes tinham medo de realizar compras online, com a pandemia, este medo foi superado. A pesquisa da Konduto, uma empresa especializada em e-commerce, aponta que, no momento atual, as compras de supermercado feitas virtualmente tiveram um crescimento de 448,09%.

Carmelita Barbosa da Costa Pereira, de 70 anos, conta que achava complicado fazer compras online, mas com a pandemia isso mudou e, pelo menos uma vez por semana, ela efetua a compra de algum produto. “Comecei agora com a pandemia, mas achava complicado antes. Hoje vejo que não é assim, além de ser mais rápido”, comenta.

A Rede Bom Lugar, associação supermercadista que atende a Região Metropolitana de Sorocaba, estava com uma alta demanda de entregas por delivery. Por conta disso, sentiu a necessidade de uma nova e mais eficiente forma de prestação de serviço: o seu próprio mercado virtual.

De acordo com a diretoria da Rede, 18% das compras online são feitas pelo público sênior. “Buscamos uma ferramenta de fácil utilização para atender todos os públicos, inclusive, os mais velhos, que fazem parte do grupo de risco e são recomendados a não saírem de casa. Eles precisam de opções como essa para se preservarem, além de ser um facilitador na hora da compra”, diz o vice-presidente, Artur Fernando Doda.

Apesar da inclusão digital estar se desenvolvendo de forma ágil, Carmelita salienta que não acredita que tenha sido fácil para algumas pessoas. “Não houve facilidade de inclusão, mas sim uma necessidade, com muitas dificuldades. Muitos se adaptaram para fazer suas compras ou para ficar em contato com sua família. Eu por exemplo, já usava a internet, pois como advogada tenho que fazer tudo online, mas ainda encontro dificuldades, como nas audiências virtuais.”

Para Doda, a perspectiva futura é que o mercado virtual continue após o período de crise e abranja todas as 41 lojas da Rede. “A pandemia trouxe uma necessidade por esse serviço e acreditamos que ela será perpetuada após passarmos essa fase difícil”, comenta.

Sem dúvidas, as compras online e suas facilidades conquistaram a todos durante este isolamento. “Acredito que o futuro será muito dependente desta tecnologia e as pessoas terão que se acostumar a usá-la rotineiramente, pois tudo será mais fácil e rápido. Só temos que usar com respeito e responsabilidade”, finaliza Carmelita.

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