Vacina contra Covid-19 começa a ser testada em profissionais da saúde de SP

A testagem nos voluntários começou na última sexta-feira

Fonte: Portal G1
Foto: University of Oxford via AP
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A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Fundação Lemann confirmaram nesta segunda-feira (22) que deram início aos testes em São Paulo da vacina ChAdOx1 nCoV-19, conduzida globalmente pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.

De acordo com informações do Portal G1, a vacina é uma das 141 candidatas cadastradas na Organização Mundial de Saúde (OMS) e está entre as 13 que já estão em fase clínica de avaliações em humanos no mundo.

Os testes da vacina em São Paulo começaram na última sexta-feira e continuaram nesta segunda-feira (22), segundo o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) da Unifesp, que coordena a aplicação da substância em São Paulo.

De acordo com a assessoria da Fundação Lemann, a primeira fase da pesquisa é o período de triagem dos testes sorológicos nos voluntários, realizados pelo laboratório Fleury. As aplicações da vacina em si, segundo a entidade, devem ser iniciadas entre esta terça-feira (23) e quarta-feira (24).

A Universidade de Oxford forneceu informações que indicam que pelo menos 5 mil profissionais da saúde participarão dos testes no Rio de Janeiro, São Paulo e na região Nordeste. Do total de voluntários desta área, 2.000 serão vacinados em SP, 1.500 no RJ e 1.500 na região Nordeste, provavelmente na cidade de Salvador, na Bahia.

A Unifesp declara que, na capital paulista, o Hospital São Paulo está encarregado de analisar o perfil dos profissionais de saúde aptos a receberem o teste da vacina.

Em nota divulgada, a Fundação Lemann, que é uma das financiadoras do projeto no país, comemorou o início dos testes e afirmou que ainda existe um extenso caminho a ser seguido até que resultados positivos sejam identificados.

“Há um caminho importante a ser percorrido agora pelos especialistas antes de podermos celebrar bons resultados. O que virá depois, ainda não sabemos. Enquanto isso, o foco da Fundação Lemann está em acompanhar a iniciativa. Há muitas pessoas e organizações trabalhando colaborativamente para o sucesso e, junto delas, esperamos dar nossa contribuição para que a pandemia seja superada, com foco e atenção ao Brasil e sua gente, nosso maior compromisso”, disse a nota da fundação.

Ainda segundo o Portal G1, os testes da vacina de Oxford em São Paulo estão sendo coordenados pelo Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com a coordenação das infectologistas Dra. Lily Yin Weckx e pela Dra. Sue Ann Costa Clemens, responsável pela articulação que colocou o Brasil como o primeiro país da América Latina a integrar a fase de testes da vacina, para além do Reino Unido.

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