Universidade de Oxford inicia nova fase de vacina para o novo coronavírus

Segundo os cientistas, os ensaios clínicos seguem “progredindo muito bem”

Fonte: Veja
Foto: Reprodução / Metrópoles
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Nesta sexta-feira (22), a Universidade de Oxford divulgou o início das fases II e III de sua vacina para o novo coronavírus. Segundo os cientistas, os ensaios clínicos seguem “progredindo muito bem” e no próximo passo 10.260 pessoas, entre adultos e crianças, serão imunizadas no Reino Unido. De acordo com informações do Portal Veja, esse é considerado o imunizante mais promissor em desenvolvimento por vários pesquisadores.

O estudo clínico em humanos da vacina preparada pela universidade começou no início do mês passado. Na primeira fase, mais 1.000 adultos saudáveis foram vacinados e essas pessoas ainda seguem em acompanhamento. A segunda fase do estudo envolve a ampliação da faixa etária e começa a incluir idosos e crianças. Até agora, somente adultos com idade entre 18 e 55 anos estavam dentro dos exames de avaliação da segurança do imunizante.

No momento, os especialistas esperam avaliar a resposta imune à vacina em pessoas de idades distintas, para desvendar se existe variação dessa resposta em idosos ou crianças, que têm um sistema imunológico diferente de adultos saudáveis. Já a terceira fase necessita que se analise o funcionamento da vacina em um amplo número de pessoas com mais de 18 anos de idade.

As pessoas adultas que fazem parte dos grupos da segunda e terceira fase serão randomizadas para receber uma ou duas doses da vacina ChAdOx1 nCoV-19 (contra o coronavírus) ou da vacina MenACWY, que será utilizada para “controlar” a comparação. Segundo o Portal Veja, a vacina MenACWY é usada para proteger contra uma das causas mais comuns de meningite e sepse e é conduzida rotineiramente em adolescentes no Reino Unido desde 2015.

De acordo com os especialistas, o motivo para utilizar esta vacina, no lugar de um controle salino, é porque efeitos colaterais como dor no braço, dor de cabeça e febre são esperados em quem recebe a dose da vacina contra o vírus. Entretanto, a injeção de solução salina não faz com que a pessoa tenha nenhum desses efeitos colaterais e, se ela fosse usada, os participantes teriam conhecimento de que haviam recebido a nova vacina. Isso poderia influenciar nos resultados, pois tende a afetar o comportamento de saúde dos voluntários após o recebimento da dose e levar a um viés nos resultados do estudo.

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