Como são feitos os exames de detecção para coronavírus?

Santa Casa de São Roque divulgou nota explicando o processo

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A Santa Casa de São Roque emitiu um comunicado nesta quarta-feira (15), orientando a população sobre como são feitos os testes de detecção do coronavírus. Os testes de São Roque têm sido enviados ao Instituto Adolfo Lutz,  mas devido à grande demanda de testes e a falta de insumos para a realização dos procedimentos, os resultados tem demorado a serem emitidos.

Estima-se que o Estado de São Paulo tenha cerca de 15 mil testes para o coronavírus ainda sem resultado, entretanto, o Governo  recebeu nesta terça-feira (14) cerca de 725 mil testes importados da Coreia do Sul, o que deve dar um novo “folego” a realização dos exames e, segundo o governador, a estimativa é de  zerar a fila por resultados até semana que vem.

"Eles [testes] já serão distribuídos a partir desta semana e começo da semana que vem para abastecer os 34 laboratórios já habilitados. Existem mais 10 laboratórios em processo de habilitação", afirmou na tarde de hoje Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, que coordena a rede laboratorial de exames de covid-19 no estado.

Coreia do Sul, Alemanha e China, fazem parte de uma seleta lista de países que produzem os próprios testes para coronavírus, o que lhes deu oportunidade de efetuar uma resposta rápida contra a pandemia através de testes massivos em sua população, fato que lhes rendeu alguns dos melhores indicativos contra o covid-19.

Confira abaixo a explicação divulgada pela Santa Casa sobre como são feitos os exame de detecção do Covid-19

"Você já deve ter ouvido as autoridades brasileiras de saúde explicarem que os testes para detectar a COVID-19 não estão disponíveis para toda população e a prioridade para fazê-los é das pessoas que apresentam os sintomas da doença e dos profissionais de saúde que atuam no enfrentamento da pandemia. Mas você sabe quais são esses exames e como eles funcionam?

Atualmente, são duas as formas de detecção:

1. PCR para coronavírus
É um exame laboratorial realizado a partir de amostra da secreção nasal ou de material colhido da garganta do paciente suspeito de ter contraído a doença. A análise desse material é feita baseada em biologia molecular e investiga a presença de vestígios de material genético do vírus na amostra. O processamento desse exame leva 8 horas para ficar pronto.

2. Teste rápido
Pode ser feito a partir da secreção nasal, de amostra de material colhida da garganta ou mesmo do sangue e leva cerca de 30 minutos para o resultado. Esse método não detecta diretamente a presença do coronavírus. Ele afere a quantidade de anticorpos produzida para o organismo se defender da ação do vírus, portanto ele se baseia na resposta do sistema imunológico para indicar a contaminação pelo transmissor da COVID-19.

Especialistas ressaltam que o teste rápido não pode ser utilizado como o único método para fechar um diagnóstico de COVID-19 tendo em vista a possibilidade de apresentar resultado falso negativo.

Tomografia computadorizada
É considerado um exame complementar para confirmação de diagnóstico que auxilia os médicos a definirem condutas, mas seu resultado isolado não pode ser utilizado para definir um diagnóstico de infecção por coronavírus."

 


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