Vizinhança Solidária une população e polícia em prol da segurança em São Roque

O programa busca criar um canal de comunicação entre os membros de uma comunidade e a Polícia Militar

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Nascido com a proposta de promover mais segurança e interação entre a população e a Polícia Militar, o Programa Vizinhança Solidária tem crescido não apenas em nossa região, mas também em todo o Estado de São Paulo, provando que a união também faz a força no combate preventivo ao crime.

O programa busca criar um canal de comunicação entre os membros de uma comunidade e a Polícia Militar, uma ideia que deu resultado e hoje já conta com cerca de 600 células de atuação em todo o Estado de São Paulo, trazendo não apenas uma maior sensação de segurança e integração entre vizinhos e autoridades, mas também resultados concretos na luta contra os marginais. Para se ter uma ideia, a implementação do programa reduziu em 90% o índice de criminalidade em bairros de Sorocaba, segundo reportagem publicada pelo G1, no início do ano.

O Programa chegou a São Roque em 2014, com uma primeira célula na região do bairro Caetê e, deste então, a proposta tem crescido gradualmente pela região, contando hoje com 34 células em São Roque e região.

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Prevenção através da comunicação

O funcionamento do programa é relativamente simples. Os moradores de um bairro estipulam uma forma de comunicação entre eles e a PM para divulgarem informações sobre os acontecimentos daquela comunidade. Atualmente a forma mais utilizada de comunicação é através do WhatsApp e assim, é criado um grupo composto pelos moradores daquele distrito e alguns membros da PM, que começam a se comunicar sobre as atividades do bairro, avisando sobre atos suspeitos ou mesmo sobre ações criminosas.

“Esta troca de informações potencializa a segurança pois a comunidade se torna os ‘olhos da polícia’, fazendo com que as autoridades possam realizar ações de forma mais efetivas pois são amparados pelas informações que a própria comunidade está repassando”, comenta o comandante da Polícia Militar de São Roque e região, Cap. Carlos Ricardo Ceoloni.

Segundo o comandante, os efeitos na segurança são expressivos pois a vigilância da comunidade aproxima os vizinhos, que passam a olhar com mais atenção para os acontecimentos da sua região. A prática dificulta a realização de muitas ações criminosas, como a de marginais que costumavam vigiar a casa de uma futura vítima para estudar suas ações antes de um assalto ou um furto. Com a implantação do sistema a presença de uma pessoa estranha na vizinhança é rapidamente notada e informada dentro do grupo da vizinhança, que contata a polícia para que ela procure o suspeito para saber suas intenções.

Deste modo a manutenção da segurança acaba funcionando até mesmo através do “boca a boca” dos próprios marginais, já que criminosos que são abordados em áreas protegidas, raramente voltam a região pois sabem que a segurança no local é feita de forma mais efetiva. 

Como participar?

Totalmente gratuito, a única exigência para se participar do Vigilância Solidária é o desejo da população em querer contribuir para a segurança da sua comunidade. Entretanto, segundo o Presidente do conselho de Segurança Pública de São Roque, Ronaldo Alves, para ingressar no programa é preciso, em um primeiro momento, de uma organização mínima do bairro.

“Fale com seus vizinhos sobre o Vizinhança Solidária, apresente o programa e explique a sua importância. A partir daí, comecem a montar um pequeno grupo de pessoas interessadas em participar e com esta pequena aliança formada é o momento de procurar o Conseg da sua cidade ou a Polícia Militar para expressar o desejo daquela comunidade em participar do programa. Com este primeiro contato, eles receberão o amparo necessário para que o grupo cresça e prospere, gerando indiscutivelmente um ganho para todos”, comenta o Presidente do Conseg.

Com um pequeno grupo de interessados em participar e devidamente apresentado ao Conseg ou a PM, é programada uma palestra dentro daquela comunidade, onde o programa será apresentado formalmente aos moradores do bairro, para que eles entendam o seu funcionamento e saibam como proceder neste ambiente voltado exclusivamente para informações de segurança.

Estabelecido as regras e esclarecidas as dúvidas, os policiais são inseridos dentro do grupo antes formado e todos os seus membros são devidamente cadastrados para manter a integridade e segurança do próprio sistema. A partir deste momento o programa começa a receber a manutenção necessária para que cresça em participantes e passe a colaborar com a vigilância daquela comunidade.

“Estimulamos o clima de cooperação entre a comunidade, pois o sucesso depende do empenho e participação das pessoas do bairro com o programa que é tão importante e apenas traz mais segurança às comunidades que participam dele”, completa o Capitão Ceoloni.

O comandante da PM e o Presidente do Conseg também participaram de uma entrevista em vídeo sobre o Vizinhança Solidária ao JE, que começa a ir ao ar a partir desta sexta-feira. Nesta entrevista você poderá conhecer mais detalhadamente o programa, seus benefícios e como participar dele. Acesse a entrevista através do nosso Portal de Notícias www.jeonline.com.br e de nossa página no Facebook e, caso se interesse, não perca tempo e busque integrar seu bairro neste programa tão importante para a segurança da população.

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