Prefeitura de Araçariguama fecha empreendimento para Aterro Sanitário

Araçariguama

A Prefeita Lili Aymar, acompanhada de membros da Prefeitura de Araçariguama lacrou na tarde desta terça-feira (08) as obras para um aterro sanitário (conhecido lixão) na cidade. Confira os detalhes.

CORREÇÃO: aos 3:40min do vídeo citamos que a autorização da empresa foi dada pela Artesp. Na realidade a autorização para o aterro foi dada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Pedimos desculpas pelo equivoco.

O governo municipal afirmou que a empresa responsável pelo empreendimento operava sem as licenças necessárias fornecidas pela prefeitura e outras documentações pertinentes,acusando a empresa também de promover o desmatamento no local com perigo de poluir as nascentes que se encontram na área. 

Até a publicação da matéria em vídeo não haviamos recebido resposta da empresa Proactiva para abordar o caso. Após a publicação a empresa informou que vem seguindo à risca o projeto aprovado pela Cetesb, que teria realizado fiscalizações no local. “A CETESB esteve no nosso empreendimento no mesmo dia da invasão da área, bem como a Polícia Ambiental e  atestaram que todas as nossas atividades no local estão sendo desenvolvidas de acordo com o previsto nas licenças ambientais emitidas pela CETESB e Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, que são os órgãos competentes para licenciar e fiscalizar empreendimentos dessa natureza e não foi constatada nenhuma irregularidade”, afirmou a nossa redação.

A empresa afirmou que a propriedade foi depredada e invadida pela Prefeitura e que no local aconteceria um plantio compensatório de 99 espécies de plantas originárias da Mata Atlântica, ação que teria sido aprovada pela própria Cetesb e que estaria previsto na licença para o plantio de quase 100 mil árvores.

A Proactiva também afirmou que o aterro sanitário ocupará apenas 30% da área e que todo o resto será reflorestado, contribuindo para a proteção das nascentes localizadas na região e que corresponderiam a menos de 1% da vazão do Ribeirão do Colégio, não afetando o abastecimento de água da cidade. “Estamos protegendo a nascente, com um canal de 600 metros de extensão e uma travessia com duas células de 6m por 4m, que vão evitar as recorrentes enchentes que hoje interditam a estrada do Butantã e, que a prefeitura, até hoje, não fez nada para melhorar”, afirma. 

A empresa finaliza dizendo que irá registrar um Boletim de Ocorrência sobre a alegada invasão e fechamento do empreendimento.

Confira a matéria em Vídeo sobre o caso.

 

 

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