Repasse para Santa Casa pode atrasar devido a falta de prestação de contas

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Da Redação: Rafael Barbosa - Foto: divulgação

A Câmara de São Roque aprovou na noite da última segunda-feira (21), em dois turnos, o Projeto de Lei n° 73, de autoria do Poder Executivo, que autoriza o remanejamento de R$350 mil para a Santa Casa de São Roque. O valor faz parte do montante não utilizado pelo Legislativo e que deve ser devolvido a Prefeitura até o fim do ano, o que pode ocorrer com a aprovação de Projetos de Lei.

Segundo informações divulgadas pelo Portal Vander Luiz, o valor estipulado no projeto serve para arcar com as despesas da Santa Casa de São Roque para com 33 ex-funcionários da irmandade e foi definido com base em um documento assinado pelo interventor da Santa Casa, Francisco Tibiriçá, que informou ao presidente da Câmara, Alfredo Fernandes Estrada (PSC), “a relação dos colaboradores e o valor total de R$ 348.828,14 para pagamento de rescisão contratual”.

Entretanto, apesar de aprovada, o valor pode não ir tão cedo para as contas dos funcionários, pois a prefeitura já afirmou que somente iria autorizar a liberação da verba caso à Fenaesc – Federação Nacional das Entidades Sociais Comunitarias, Organização Social que administra o hospital, faça a prestação de contas das atividades que vem prestando na Santa Casa de São Roque, o que ainda não teria ocorrido.

“A diretora de saúde (Margareth Andreolli Pinto) não vai assinar a liberação porque ela tem um parecer do Financeiro, que já notificou a FENAESC por três vezes. Nós estamos com um sério problema e esse recurso pode demorar uma pouco”, disse Etelvino dirigindo-se aos funcionários demitidos da Santa Casa que acompanhavam a votação no plenário da Câmara. A informação teria sido confirmada pelo Presidente da Câmara Alfredo Estrada.

Assim, a situação torna-se dramática, pois faz com que os ex-funcionários não possam receber um valor que já estaria certo para as rescisões de contrato. Nossa redação questionou a Prefeitura de São Roque sobre a situação, visto que foi o governo municipal que realizou a intervenção no hospital justamente sobre a alegação de que a antiga provedoria não teria prestado contas de suas atividades. Entretanto até o fechamento desta edição a prefeitura não se pronunciou sobre o assunto.

Também procuramos a FENAESC para que a mesma pudesse falar sobre a falta de prestação de constas, porém também não recebemos resposta.

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