09/03/2016 às 09h59min - Atualizada em 09/03/2016 às 09h59min

São Roque: uma cidade que atrai e acolhe

O carinho que custa caro, mas é um sonho que se torna real.

Texto: Daniel de Oliveira Costa - Foto: Divulgação
Texto: Daniel de Oliveira Costa - Foto: Divulgação

Em resposta ao artigo divulgado pelo cidadão Chumbinho, mostrarei aqui, o quanto ele se equivocou, deixando claro, que o são roquense é, por definição, um povo esperançoso. Mesmo após décadas liderados por oligarcas que mais se preocuparam consigo mesmos e seus pares, a esperança ficou viva em cada coração. Esperança de dias melhores. Esperança de crescimento, de deixar para trás rótulos como "cidade dormitório" ou "grande fazenda" para crescer, ver seu nome lançado nos anais do desenvolvimento, do crescimento, da qualidade de vida e ar puro da montanha aliados a um desenvolvimento sustentável, que aproxima os menos favorecidos das oportunidades.

Quem diria que um dia teríamos um grande shopping? E quem poderia crer em aviões pousando em nosso solo? Somente este povo esperançoso! Tudo na vida depende de como queremos enxergar, como disse um sábio: "dois homens olham pela mesma janela. Um vê lama, o outro vê estrelas". Assim podemos enxergar aquela ponte: reclamar ou lembrar que a administração anterior deixou um problema de última hora para a recém –chegada, a qual, mesmo diante das dificuldades, conseguiu consertar. Ou alguém ainda fala dela? Não fala, pois é mais fácil criticar que aplaudir, ou mesmo que aplaudir seja muito, ao menos reconhecer e torcer para que as coisas melhorem, afinal, é nossa terra.

É mais fácil reclamar do aumento da tarifa, que, inclusive, foi menor que o das cidades vizinhas, que reconhecer que o transporte público hoje é muito melhor e que até mesmo nosso terminal rodoviário está mais bonito, o mesmo se diga dos pontos de ônibus, mais seguros e iluminados.

Os profissionais com cargos em comissão, da leitura, parecem,  intocáveis; mas, na verdade, são os que mais precisam mostrar eficiência para continuar no cargo. Além disto, esta administração, sempre que detectou alguma necessidade, procedeu a troca, visando a melhoria do serviço público, o que é notório.

Quanto à coleta de lixo, melhorias da frota e da gestão da administração, através de empresas idôneas e que tiveram que se submeter às regras de contratação, nada se falou que as ações resultaram em melhorias para a sociedade e eficácia dos serviços. É certo que por vezes é difícil compreender mudanças, mas é mais fácil cruzar os braços e não fazer nada que inovar. E essa administração, por vezes, teve que assim trilhar, sempre com os olhos voltados para os mais necessitados.

O texto em apreço contém inverdades, além de acusações sem sentido, visto que não existe um processo no qual tenha uma decisão definitiva, uma condenação ao prefeito ou a seus gestores, o que evidencia que estamos no rumo certo.

Nossa Santa Casa: outro grande desafio que temos encarado e vencido! Sofremos com os chamados "falsos médicos", como muitas outras cidades sofreram. Vencemos, fazendo o que era para ser feito, tomando todas as providências necessárias, como abertura de sindicâncias, colaboração com as autoridades, nunca se escondendo ou omitindo qualquer informação. Resultado: reconhecimento da inocência quanto às acusações.

Quando se fala sobre fechamento do pronto atendimento e maternidade, fica clara a falta de informação e manipulação das informações. Na verdade, foi mais uma intensa batalha. Equipes médicas cruzaram os braços porque estavam há apenas 13 dias com os pagamentos atrasados. No passado, tem-se a notícia que os atrasos chegaram a 90 dias com frequência e nunca se chegou a uma situação tal. 

A fim de manter o hospital funcionando, tivemos a coragem de rescindir os contratos com as citadas equipes, contratando empresa especializada.Tivemos que pagar novamente um preço. Qual? O de aguardar a formação de novas equipes. Neste hiato, tivemos, sim, que suspender atendimentos que não fossem emergenciais, mas nunca o pronto atendimento foi paralisado. A maternidade teve, por um curto período, que ser referenciada para outro município, mas retornou com ânimo renovando: diariamente nascem crianças são roquenses e das cidades vizinhas. Em alguns meses, ultrapassamos a marca de cem nascimentos. Nosso índice de infecção é inferior ao de renomados hospitais particulares.

Em termos de investimento, a Prefeitura, mesmo em tempos de intensa recessão mundial, demonstrou sua preocupação com a amada Santa Casa, injetando somente em 2015 quase 18 milhões de reais. Não bastasse isto, o atendimento melhorou. Conseguimos, com muito esforço, somado à dedicação dos eficientes colaboradores, implantar serviços e especialidades que fazem toda a diferença, como cirurgia de catarata, mamografia e neurologia, dentre outros, tudo ao alcance da população.

Se não bastasse tudo isto, na rede, ampliamos o programa de saúde da família, que oferece atendimento humanizado e na porta da casa dos necessitados, de duas para sete equipes. A crise afetou diretamente a Saúde dos municípios. Não é caso isolado o de nossa cidade, portanto. Podemos acrescentar, inclusive, que a situação de nossa Santa Casa é melhor que a de muitas outras.

Quanto ao Plano de Saúde, temos a esclarecer que, diferente do comentário, não teve suas atividades encerradas. O que houve, na verdade, foi uma decisão, passível de recurso, oriunda de um processo de 2005, ou seja, fruto de administrações anteriores. Mais um desafio que estamos enfrentando com muito trabalho e fé.

O funcionalismo público, que esta administração sempre valorizou, teve também melhorias. Certamente que gostaríamos de oferecer mais a cada profissional que empresta suas competências a nossos munícipes, mas nem sempre isto é possível. Foi o que ocorreu recentemente. Oferecemos o aumento que era possível, mesmo que tivéssemos que abrir mão de investimentos em outras áreas.

Poderíamos, ainda, destacar as empresas que aqui se instalaram nesta gestão. As mesmas que em outro tempo encontravam dificuldades para tanto, agora se deparam com outro cenário, podendo oferecer empregos à massa trabalhadora, gerando riquezas, em verdadeiro círculo virtuoso para a cidade.

Em suma, é bem verdade, ainda há muito o que se fazer. Sempre haverá. E nós continuamos a luta, como propôs um grande líder pacifista, que pagou com a vida o preço de defender a bandeira da igualdade: "se não puderes voar, corra; se não puderes correr, ande. Se não puderes andar, rasteje, mas nunca deixe se prosseguir."

Daniel de Oliveira Costa


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