Clínica e psicólogo acionam polícia após publicação na internet
A clínica Movimento ABA e ex-funcionário registram B.O. após publicação caluniosa distorcer vazamento de fotos íntimas e inventar falso envio a paciente.
A clínica Movimento ABA e ex-funcionário registram B.O. após publicação caluniosa distorcer vazamento de fotos íntimas e inventar falso envio a paciente. Foto: Carlos Mello
SÃO ROQUE – A Clínica Movimento ABA, instituição especializada no atendimento a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e um de seus ex-colaboradores procuraram as autoridades policiais e a imprensa nesta semana para denunciar que foram vítimas de uma grave difamação numa página na internet e em suas redes sociais.
Uma publicação caluniosa associou o nome da instituição ao vazamento de mídias íntimas de cunho estritamente pessoal e privado do profissional, criando a narrativa falsa de que os arquivos — apontados em páginas da internet como um suposto vídeo — teriam sido enviados de dentro da clínica para o celular de um paciente.
Em entrevista exclusiva concedida ao Jornal da Economia, o psicólogo alvo dos ataques desabafou e classificou a publicação difamatória como "nojenta". O profissional relatou à nossa reportagem o profundo sentimento de indignação e reforçou que as imagens pertenciam aos seus arquivos estritamente particulares. Segundo ele, o material foi compartilhado de forma privada e consensual com um parceiro amoroso e acabou sendo interceptado e vazado por terceiros sem sua autorização.
A reportagem do Jornal da Economia apurou também que não houve nenhuma denúncia na polícia civil contra o psicólogo como afirmou a publicação em sua página na internet e redes sociais.
O psicólogo garantiu que irá acionar a justiça com o objetivo de processar criminalmente a página responsável pela veiculação da mentira e descobrir o autor do vazamento de suas imagens íntimas que também será processado.
A direção da Movimento ABA agiu rapidamente e esclareceu que, após rigorosa apuração interna, constatou-se que as alegações de crime no ambiente corporativo são inteiramente falsas. Os atendimentos na instituição ocorrem exclusivamente com crianças e são realizados em ambientes monitorados por câmeras.
Além disso, os profissionais não possuem acesso aos telefones celulares dos pacientes durante as consultas, e todo o acompanhamento dos menores é rigorosamente feito pelos pais, o que descarta qualquer possibilidade de envio de conteúdos a pacientes.
O psicólogo informou que os registros originais foram feitos totalmente fora do ambiente corporativo — no banheiro da residência de uma amiga do profissional —, logo após a sua participação em um evento público.
Na ocasião, ele vestia uma camiseta promocional confeccionada exclusivamente para uma caminhada de conscientização sobre o autismo, e não o uniforme regular de trabalho da instituição.
O profissional, que atuava na unidade de Mailasqui e sempre acumulou excelentes recomendações dos pais e responsáveis por seu desempenho técnico, lamentou a distorção maldosa de sua vida privada para prejudicar sua carreira e a imagem da clínica.
Diante dos severos danos causados à honra e à reputação institucional e pessoal, ambos os envolvidos registraram Boletins de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de São Roque e aguardam o andamento das investigações para que os responsáveis respondam nas esferas cível e criminal.
Ver essa foto no InstagramUm post compartilhado por 𝐉𝐨𝐫𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐄𝐜𝐨𝐧𝐨𝐦𝐢𝐚 - jeonline (@jornaldaeconomia)