Loja Marabraz de São Roque está com as portas fechadas

Por Da Redação-Jornal da Economia
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Loja Marabraz de São Roque está com as portas fechadas
Carlos Mello - Jornal da Economia

Quem passa pela Avenida Tiradentes ou Rua Rui Barbosa no centro de São Roque se  depara com a Loja Marabraz de portas fechadas e as perguntas são: Fechou de vez ? Irá reabrir? Quando?

A reportagem do Jornal da Economia também entrou em contato com a empresa para saber mais detalhes sobre o fechamento da loja em São Roque mas não teve êxito.

Em pesquisa na internet  encontramos diversos comunicados da empresa sobre o assunto:

  • Reestruturação e Judicialização: A Marabraz confirmou que enfrenta um processo de reestruturação envolvendo a família fundadora (Família Fares) e pendências jurídicas.
  • Resposta às Denúncias: A assessoria informou que os fechamentos são "temporários" para "readequações" e que a empresa trabalha para normalizar o estorno de valores e a entrega de produtos.
  • Situação Operacional: Apesar dos boatos de falência, a empresa informou que continua operando. 

 

A rede varejista Lojas Marabraz, tradicional no setor de móveis e eletrodomésticos no Brasil, enfrenta uma das maiores crises de sua história. Nos últimos meses, a empresa tem sido alvo de denúncias de funcionários, consumidores e fornecedores, em meio a problemas financeiros que incluem atraso de salários, fechamento de unidades e dificuldades para manter estoques nas lojas.

De acordo com relatos de trabalhadores e sindicatos, funcionários da empresa chegaram a denunciar atrasos salariais que podem ultrapassar vários meses. Há também registros de falta de pagamento de verbas rescisórias e irregularidades no recolhimento de encargos trabalhistas, como FGTS e INSS. A situação tem provocado mobilizações de funcionários e denúncias encaminhadas a órgãos trabalhistas.

Além das questões trabalhistas, a rede também enfrenta um alto volume de reclamações de clientes. Problemas como produtos não entregues, dificuldade para obter estorno de valores e falhas no atendimento estão entre as principais queixas registradas em plataformas de defesa do consumidor. Em 2024, as reclamações contra a empresa cresceram mais de 80%, ultrapassando duas mil ocorrências em canais de reclamação online.

Manifesto em São Paulo em 2025 em matéria do Estadão - foto divulgação: 
Sindicato dos Comérciários de São Paulo

Outro fator que agrava a crise é a ruptura de contratos com fornecedores. Diversos parceiros comerciais teriam deixado de fornecer produtos para a rede diante de atrasos ou incertezas de pagamento, o que provocou redução significativa no estoque das lojas. O inventário da empresa, que antes da pandemia era estimado em cerca de R$ 30 milhões, teria caído para aproximadamente R$ 4 milhões.

Como consequência direta das dificuldades financeiras, várias unidades da rede foram fechadas ou tiveram suas atividades reduzidas em diferentes cidades do estado de São Paulo. Em algumas regiões, como na cidade de São Roque, há relatos de que a loja local chegou a ser incluída na lista de unidades com risco de encerramento das atividades.

Representantes da empresa afirmaram, em manifestações públicas, que a companhia atravessa um processo de reestruturação e que busca regularizar débitos com fornecedores, colaboradores e clientes. Segundo a direção, algumas lojas também passaram por fechamento temporário para ajustes operacionais e troca de mostruário.

Especialistas apontam que o caso da Marabraz reflete um cenário mais amplo de desafios enfrentados pelo varejo brasileiro, especialmente após crises recentes no setor. Alta do crédito, queda no consumo e dificuldades na relação com fornecedores têm pressionado redes tradicionais do mercado.

Enquanto a empresa tenta reorganizar suas operações, consumidores e trabalhadores seguem aguardando uma solução definitiva para os problemas que vêm se acumulando nos últimos anos.


Fachada da loja de São Roque com as portas fechadas nesta segunda-feira 09/03 - Carlos Mello

 


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