As novas regras da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence) para refrigeradores passaram a valer em todo o Brasil a partir de 1º de janeiro de 2026, trazendo mudanças importantes para consumidores, fabricantes e varejistas. O Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) orienta a população sobre como interpretar as atualizações e fazer escolhas mais conscientes no momento da compra.
As alterações fazem parte do processo de atualização do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), coordenado pelo Inmetro, com o objetivo de tornar mais claros os critérios de comparação entre eletrodomésticos e incentivar o uso eficiente de energia elétrica. O novo modelo está alinhado às diretrizes do Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética (CGIEE), vinculado ao Ministério de Minas e Energia.
A principal mudança está na simplificação das classes de eficiência. As antigas subclasses A+, A++ e A+++ foram extintas, e os refrigeradores passam a ser classificados apenas nas categorias A, B e C. Os modelos classificados como A representam os equipamentos mais eficientes, enquanto os das classes B e C apresentam consumo energético maior.
Mesmo com menos categorias, o Ipem-SP reforça a importância de observar o consumo anual e mensal de energia indicado na etiqueta, expresso em kWh. Esse dado permite estimar o impacto do eletrodoméstico na conta de luz e comparar modelos semelhantes. A orientação é priorizar aparelhos com menor consumo, o que pode gerar economia significativa ao longo do tempo
A etiqueta Ence também reúne informações técnicas relevantes, como a capacidade dos compartimentos, o volume do congelador e a temperatura mínima alcançada pelo equipamento. Esses dados auxiliam o consumidor a escolher o modelo mais adequado às suas necessidades, considerando não apenas o preço, mas também o desempenho e a eficiência.
Durante o período de transição, ainda poderão ser encontrados no mercado refrigeradores com a etiqueta antiga, desde que fabricados até 31 de dezembro de 2025. A venda desses produtos será permitida até o fim de 2026. Já os equipamentos que não atingem os novos níveis mínimos de eficiência, equivalentes às antigas classes D, E e F, estão proibidos de serem comercializados.
Segundo o Ipem-SP, as mudanças têm impacto direto no consumo de energia no país, contribuindo para a redução de custos das famílias, maior eficiência do setor produtivo e estímulo à inovação na indústria de eletrodomésticos. A instituição disponibiliza ainda materiais educativos, como o Guia Prático de Consumo, para orientar os cidadãos sobre compras conscientes e direitos nas relações de consumo.
A expectativa é que, com a consolidação das novas regras, o mercado se adapte rapidamente, ampliando a oferta de produtos mais eficientes e fortalecendo o uso racional de energia elétrica no Estado de São Paulo e no país.