Nível do Sistema Cantareira sobe para 6,1% nesta terça-feira

Foto: Nacho Doce/Reuters
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Creditos da imagem: Carros e funcionários da Sabesp são vistos do alto perto de uma estrutura na represa de Jaguari, integrante do Sistema Cantareira, em Bragança Paulista (SP)

Fonte: G1 São Paulo - Foto: Nacho Doce/Reuters

O nível do Sistema Cantareira subiu pela sétima vez em fevereiro e passou de 5,9% para 6,1% nesta terça-feira (10), segundo boletim divulgado pela Sabesp. As represas abastecem 6,2 milhões de pessoas na Grande São Paulo.

O sistema registrou 35,5 mm de chuva nas últimas horas, o que ajudou a elevar o nível das represas. No mês de fevereiro, o acumulado de chuva é de 121,1 mm, cerca de 60,8% do esperado para o mês.

Desde o início de fevereiro, o nível do sistema ganhou 1,1 ponto percentual. É também a maior elevação nesses termos desde que a Sabesp emitiu o primeiro alerta sobre a crise no Sistema Cantareira, em 27 de janeiro de 2014.

Em março do ano passado, mês com mais elevações de índice até então, o aumento de volume tinha sido de 0,6 ponto percentual.

Se o mês de fevereiro registra sete altas, outros meses só tiveram quedas, caso de junho, julho e agosto de 2014.

O atual volume, de 6,1% da capacidade, já leva em conta o uso de duas cotas do volume morto do sistema.

Outros sitemas
Outros quatro sistemas que abastecem a Grande São Paulo também subiram seu nível de água armazenada nesta segunda. O único que apenas manteve o nível foi o Rio Grande.

Confira o níveis dos sistemas que atendem a Grande São Paulo:

Cantareira: subiu de 5,9% para 6,1%;
Alto Tietê: subiu de 12,6% para 12,7%;
Guarapiranga: subiu de 53,4% para 54,2%;
Alto Cotia: subiu 33,1% para 33,3%;
Rio Grande: manteve-se em 78,8%;
Rio Claro: subiu 31,1% para 31,3%.

Previsão de chuvas
As precipitações devem ficar abaixo da média pelo menos até abril. É o que prevê o Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério de Ciência e Tecnologia. O resultado foi divulgado em 16 de janeiro, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília.

Junto com o ano de 2014, terminou também o melhor mês do Cantareira no ano. Em dezembro, o nível do sistema baixou 1,5 ponto percentual. Foi o menor índice de queda mensal no ano. A maior baixa foi em fevereiro, quando o volume acumulado recuou 5,5 pontos percentuais.

Dezembro também foi o melhor mês em número de dias sem queda no nível do reservatório. Foram 11: em 8 deles o nível se estabilizou, e em outros 3 ele chegou a subir. Foi a única vez no ano em que o nível aumentou três vezes seguidas, dos dias 24 a 26. Nesse sentido, os piores meses foram junho, julho, agosto e outubro, quando o nível caiu todos os dias.

O Cantareira terminou 2014 sem recuperar 492 bilhões de litros de água perdidos durante os 12 meses. O ano começou com o nível do reservatório em 27,2% e terminou com 7,2%.

Porém, com a utilização das duas cotas do volume morto (a primeira elevou o manancial em 18,5 pontos percentuais e a segunda em 10,7 pontos percentuais) é como se os reservatórios tivessem iniciado 2014 com um volume acumulado de 56,4%.

Assim, a queda foi 49,2% durante o ano. O número representa 492 bilhões de litros. De acordo com estimativas da Sabesp, o reservatório tem capacidade de armazenar 1 trilhão de litros, quando está com 100% do seu nível.

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