Jovem com paralisia cerebral que se inspira em Alok encontra ídolo em primeiro show da vida

Morador de São Roque, João Prestes tem uma lesão frontal que impediu seu desenvolvimento na infância. Fotos e músicas do DJ ajudaram o jovem a evoluir diante das dificuldades

Fonte: Portal G1
Foto: Reprodução / TV TEM
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Em seu primeiro show da vida, um jovem com paralisia cerebral realizou o sonho de conhecer um dos maiores nomes da música eletrônica do mundo: Alok. No último sábado (18), João Prestes, que é morador de São Roque e tem 19 anos, se encontrou com o ídolo na Festa Junina de Votorantim.

Com dificuldades para andar e fala prejudicada, o jovem teve a data marcada como a primeira vez que veria uma apresentação ao vivo do DJ.

A mãe de João, Aletea Peres, relatou à TV TEM que ele descobriu os vídeos do DJ brasileiro na internet durante a pandemia e, desde então, ficou encantado pelo artista. Ela diz que isso foi se tornando um grande estímulo para que ele fizesse as tarefas diárias. "Se exercitar, ir ao banheiro sozinho, usar as órteses, fazer lição de casa, entre outras. De dois anos para cá, o incentivo para as atividades do João tem sido o Alok", explicou a mãe.

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João gostou do visual de Alok e, com o tempo, também passou a curtir as músicas, de acordo com a mãe. Isso fez com que ele encontrasse alegria em um período delicado, no qual o jovem precisou se afastar de algumas atividades terapêuticas por conta do isolamento social durante a pandemia do coronavírus. "Nós começamos a colocar músicas na TV para estimulá-lo a dançar e alongar, e aí surgiu um vídeo do Alok. Isso o ajudou, trazendo como benefícios os movimentos e a dança no período em que não podia sair de casa", declarou Aletea.

Segundo os pais, a fé salvou João. Hoje, ele caminha normalmente, reduziu os medicamentos e segue se desenvolvendo. Para eles, Alok ajudou o filho a ser ainda mais feliz.

O jovem tem fotos do artista espalhadas por toda a casa, e uma delas foi colocada na bota que João precisa usar, mas da qual ele não gosta muito. Além disso, retratos do DJ são colocados em cima das comidas para incentivá-lo a se alimentar de maneira correta.

"A gente começou a ver que o Alok, na pandemia, poderia nos ajudar com algumas questões do João, como sair da fralda, comer sozinho. A gente foi bolando um treinamento e falávamos: 'olha, o Alok usa fone de ouvido. Vamos tentar usar, João'", afirmou a mãe.

O amor e admiração pelo artista deram a ele o apelido de Joãolok. O morador de São Roque pediu até mesmo uma tatuagem, pois o ídolo também é tatuado.

O momento do encontro

No dia do show, João estava ansioso para o encontro com seu ídolo e, antes do artista subir ao palco da festa junina, os dois se conheceram pessoalmente no camarim e deram um abraço. O DJ ficou surpreso ao saber da história do jovem.

"Quando eu vejo essas coisas acontecendo, parece que tudo o que eu faço faz sentido, porque o que eu sempre quis fazer na minha vida era transcender a música de alguma forma, que a minha música pudesse tocar a vida das pessoas. Então, eu fico muito feliz em saber que de alguma forma eu pude contribuir com o João", disse Alok.

O jovem assistiu à apresentação com a família em um espaço com acessibilidade para pessoas com deficiência, disponibilizado pela festa na Área VIP da arena de shows.

Aletea e o marido, André Luis Badra, tentaram ter filhos por cinco anos e, sem sucesso, decidiram entrar com um pedido de adoção. João nasceu no estado do Amazonas e foi adotado pelo casal quando era recém-nascido.

A paralisia cerebral foi identificada quando ele ainda era um bebê. Nessa época, a família recebeu um diagnóstico pessimista em relação à saúde do menino. "A gente não sabia muito o que seria do João. A lesão dele é uma lesão frontal. Então, a gente foi sempre estimulando muito para que ele chegasse aonde a gente chegou", declarou a mãe.

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