Selic: ABBC projeta alta de 1%

Assessoria de Imprensa Foto: Divulgação
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De acordo com o superintendente da Assessoria Econômica da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), Everton Pinheiro de Souza Gonçalves, mesmo com o quadro econômico extremamente complexo e agravado pelo conflito no Leste Europeu, é possível que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) na reunião desta quarta-feira suba a taxa Selic em 1%, chegando a 11,75% ao ano, conforme a sinalização da reunião anterior. Em relação à inflação, a ABBC projeta que o IPCA ficará acima da meta, em 6,2% este ano. Já para 2023, a projeção é de 3,9%.

 

“O desafio de trazer a inflação à meta ainda em 2022 parece insuperável. Porém, como há defasagens da política monetária e chance de reversão dos choques, são boas as perspectivas de convergência no próximo ano. Em função do elevado grau de incerteza no tempo de duração dos choques e da possibilidade de que sejam revertidos, agora agravados pela tensão da geopolítica internacional, acreditamos que seja mais adequado seguir a sinalização da reunião anterior, com um aumento de apenas 1%, indo a taxa Selic para 11,75% a.a. Sem comprometer a credibilidade da autoridade monetária, o gradualismo mostra-se como melhor forma de diminuir o risco de que a atividade seja exageradamente sacrificada. Porém, a taxa real de juros deverá permanecer em território significativamente contracionista, como já verificado, no período que for necessário para que as expectativas inflacionárias sejam ancoradas e a inflação convirja à meta, em um horizonte relevante para a política monetária (2023)”, explica Gonçalves.

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