Como Gerenciar os Riscos de Cibersegurança das Criptomoedas

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De uns tempos para cá, o termo “criptomoeda” ganhou enorme cobertura pela imprensa e deixou de ser um vocábulo obscuro cujo entendimento era privilégio de poucos aficionados de tecnologia. Como resultado, hoje, muitos consumidores já buscam mais informações e declaram interesse em investir nessas moedas digitais.

A questão é que, embora a diversificação de investimentos seja sempre uma boa ideia, ao se dedicar às criptomoedas, é fundamental se ter conhecimento dos riscos que as acompanham – em especial quando o assunto é cibersegurança. Do contrário, as consequências financeiras podem ser drásticas.

Segurança na sua conta de criptomoedas

O primeiro passo para um bom gerenciamento de riscos no campo dos investimentos em criptomoedas é entender que todas as moedas digitais são acessadas por meio de uma “chave privada”, a qual permite a entrada na conta digital do usuário.

A maioria dos problemas ocorre em decorrência do mau armazenamento dessa senha, por exemplo, com a manutenção do código no próprio computador. Ao salvar a chave num local de fácil acesso, o usuário possibilita que hackers e agentes mal-intencionados a descubram sem grandes dificuldades, colocando em risco todo o dinheiro investido na conta.

Trocas de criptomoedas hackeáveis e sem regulação

Outro risco comum nos investimentos em criptomoedas é ocasionado por sua característica mais marcante: a descentralização. Como não existe um órgão ou administrador que supervisione a criação ou movimentação dessas moedas, as trocas ocorrem de maneira pouco regulada, e é aí que mora o perigo.

Nos últimos anos, o mundo presenciou vários episódios em que essa falta de regulação foi problemática por motivos de segurança. Em 2018, por exemplo, a empresa japonesa Coincheck ganhou as manchetes por perder quase 1,7 bilhão de reais em um roubo digital.

A conexão entre a ausência de uma regulamentação e problemas de segurança parece pouco intuitiva, mas o que acontece é que, ao não haver um sistema regulatório que imponha auditorias de segurança, avaliações ou controles internos, as plataformas de trocas nem sempre priorizam a segurança, e os usuários ficam sujeitos a esses ataques.

Os perigos da abstração e do desconhecimento

Como as criptomoedas são uma abstração do mercado financeiro, não existindo senão no espaço etéreo da internet, elas se tornam um investimento muito volátil e rodeado de desconhecimento. Por conta disso, é praticamente impossível que os investidores tenham meios de agir com a devida diligência – de fato, a grande maioria nem mesmo sabe dizer o que são essas moedas.

Com essa incerteza, os usuários acabam mais suscetíveis a ataques de hackers, em particular através de golpes de phishing. Confiando na segurança do sistema das criptomoedas, muitas pessoas compartilham inadvertidamente seus dados da conta ou terminam caindo em trocas fraudulentas. 

Esses eventos são ainda mais prováveis quando os consumidores têm o costume de fazer transações fora de casa – como em hotéis, aeroportos ou cafeterias. O problema é que, por falta de conhecimento técnico, eles se conectam às redes Wi-fi públicas gratuitas desses lugares e se tornam alvos prioritários de agentes maliciosos.

Prevenção é a melhor escolha

Para se proteger dos riscos de cibersegurança do universo das criptomoedas, a estratégia central deve ser a prevenção. Uma boa pedida, neste sentido, é investir em ferramentas digitais que possibilitam uma segurança adicional defensiva.

O mercado oferece bons recursos para isso. O usuário pode se valer, por exemplo, de uma VPN para incrementar a privacidade e proteção de sua conexão com a internet, tanto em ambientes públicos quanto privados, evitar que seja alvo de invasões maliciosas e vazamentos indesejáveis. Saiba mais sobre o que é VPN aqui.

Outra recomendação é o uso de gerenciadores de senhas, os quais são capazes de gerar e armazenar códigos complexos de forma segura, prevenindo um dos maiores problemas enfrentados pelos investidores: a perda da chave privada da conta.

Uma alternativa aos gerenciadores de senha pode ser ainda um dispositivo chamado hardware wallet ou carteira digital. Com ele, é possível criptografar a senha da conta de modo a usá-la somente quando necessário ao plugar o aparelho no computador.

Além dessas ferramentas, os consumidores devem buscar também por maior conhecimento das criptomoedas. Afinal, quanto mais souberem sobre elas, mais estarão aptos a se proteger dos riscos cibernéticos que as cercam. Investir nessas moedas digitais, dessa forma, não é apenas sobre dinheiro, mas principalmente sobre tempo.

 

 

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