A história de São Roque

Assim como a trajetória de muitos santos, sabe-se pouco sobre a vida de Roque, que teria nascido na cidade de Montpellier, na França

Foto: Arquivo JE
Foto sobre "A história de São Roque"

As Festas de Agosto são, acima de tudo, uma grande homenagem ao padroeiro que dá nome à cidade. Uma figura adorada por muitos, mas conhecida por poucos e por este motivo você conhece agora um pouco de sua história.

Assim como a trajetória de muitos santos, sabe-se pouco sobre a vida de Roque, que teria nascido na cidade de Montpellier, na França, entre os anos de 1295 a 1350. Na verdade seu nome de batismo é um grande mistério, já que Roch (que foi aportuguesado posteriormente para Roque) é o nome de sua família.

Filho do nobre Fidalgo João e sua esposa Libéria, quando jovem estudou nas melhores escolas de sua região, tendo uma infância e adolescência abastada e relativamente normal, até a trágica morte de seus pais, aos 20 anos.

A vida de um fidalgo não coube a Roque, que de bom grado doou grande parte de sua fortuna à caridade, deixando uma pequena parte para seu tio, que havia se tornado seu tutor, antes de partir em peregrinação para Roma. Em suas andanças, passou por diversas cidades acometidas pela Peste Negra, onde oferecia sua ajuda para tratar dos doentes e onde surgiram os primeiros relatos de seus milagres em vida, já que as histórias dizem que ele realizava seus tratamentos apenas com um bisturi e suas orações.

Infelizmente, ao tratar tantos pacientes, o jovem também foi acometido pela doença, que o impossibilitou de continuar sua peregrinação. Decidido a não depender de ninguém, refugiou-se em uma floresta, onde teria morrido de fome caso um cão pertencente a um fidalgo local chamado Gottardo não lhe trouxesse alimento todos os dias. Esta relação está tão arraigada à figura do santo que a grande maioria de suas imagens o retrata ao lado do animal.

O comportamento estranho do cachorro chamou a atenção do dono, que descobriu o santo e, como forma de penitência pelos seus pecados passados, passou a ampará-lo até que este milagrosamente se curou de sua enfermidade.

Restabelecido, este retornou a Montpellier, onde foi preso acusado de ser espião, o que não é uma grande surpresa já que a França se encontrava em um período de instabilidade. Alguns relatos dizem que ele deixou a cadeia após um longo período de encarceramento, porém é mais provável que tenha morrido na prisão por volta de 1379.

Seu primeiro milagre pós-morte é atribuído ao seu próprio carcereiro, que seria manco e teria sido curado ao tocar a perna do Santo para verificar seu óbito. Roque só foi reconhecido após a morte, dizem que por uma marca em forma de cruz em seu peito, e sua história e relatos de milagres se espalharam com os anos.

O santo passou a ser adorado como protetor contra a peste e padroeiro dos inválidos e cirurgiões. Sua canonização foi oficializada em 16 de Agosto, dia da sua festa, pelo Papa Urbano VIII.

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