Pesquisa aponta que relações com animais de estimação foram alteradas durante a pandemia

Hábitos de compra, comportamento e consumo também foram alterados

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A pandemia influenciou questões de relacionamento e convivência não só entre as pessoas, mas também com os animais de estimação. Na pesquisa "Pets em Casa", realizada pela Hibou - empresa de pesquisa e monitoramento de mercado e consumo - fica clara como a relação entre humanos e pets foi impactada. Hábitos de compra, comportamento e consumo também foram alterados. Os bichinhos se tornaram essenciais por se apresentarem como companhia e apoio emocional durante o período de isolamento social. Outro recorte da amostra é sobre a percepção da violência contra os animais e as possíveis penalidades.

"Ter um pet é sempre um aprendizado constante e onde a parte afetiva tem uma grande força. A relação entre humanos e animais se traduz em companheirismo, carinho e parceria, seja para exercícios ou momentos de descontração. Cuidar de um outro ser envolve atenção, dedicação e pode resultar em felicidade e bem-estar", afirma Ligia Mello, sócia da Hibou.

Segundo um estudo realizado neste mês, que teve como filtro pessoas que possuem animais domésticos em casa, a maioria dos entrevistados possui cachorros (87,9%), seguido por gatos (33,7%), pássaros (11%), roedores e répteis (2,5% e 2,6%, respectivamente). 0,2% afirmaram ter o porco como seu animal de estimação. Entre os animais em que a castração se aplica, estão 83,6%.

Comportamento com o pet durante o isolamento social

O fator do distanciamento social acentuou a parceria durante a rotina e aumentou a possibilidade de aproveitar o companheiro em casa. Durante o período, 17% dos entrevistados afirmaram terem adotado um pet. Tanto para estes quanto para os que já possuíam seus animais, eles representaram um suporte emocional em tempos de pandemia. A frase foi apontada por 54,9% como afirmativa que mais fez sentido durante esse tempo. 48,9% das pessoas informaram que se apegaram mais aos seus pets, devido ao maior convívio. E para os animais, a companhia também foi importante, pois 33,1% das pessoas notaram que seus bichinhos ficaram mais calmos.

Além disso, as atividades cotidianas foram readaptadas durante a pandemia. Os passeios acontecem/aconteceram em horários alternativos para 29,8%; para 18,9%, os pets foram companhias para os exercícios físicos; e 19,1% descobriram novas brincadeiras para fazer em casa e entreter o pet. Diversão para todos!

Um pet em minha vida

A maior parcela dos respondentes informou que possui seus pets há mais de 10 anos (54,3%). Os que cuidam ou têm bichos entre 5 e 10 anos representam 20,6%; enquanto aqueles que lidam com animais de estimação entre 3 e 5 anos são formados por 12,8%. 10,3% têm seus animais entre 1 e 3 anos, e apenas 0,2% há menos de um ano. De toda a amostra, uma grande porcentagem chama a atenção, 66% dos pets foram adotados em ONGs ou retirados das ruas, ganhando um novo tutor. 30,7% afirmaram que receberam seus animais vindos de familiares ou amigos, e 25,8% declararam a compra de seus pets.

"Essa mudança de comportamento relacionada à adoção é muito importante pois no Brasil existem muitos animais em situação de rua. Há também aqueles que são resgatados por protetores independentes ou ONGs e que nunca são adotados por serem adultos ou não serem de raça. Adotar um animal doméstico é um comportamento que precisa crescer cada vez mais e possibilitar a todos um lar", comenta Ligia Mello, coordenadora da pesquisa.

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