Ex-funcionárias da Casa da Criança de Mairinque reclamam que há meses não recebem pagamento

Elas foram demitidas no dia 22 de março pela empresa Nossa Senhora da Paz, a antiga administradora da instituição

Da Redação: Ana Laura Gonzalez
Foto: Reprodução / Internet
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Funcionárias da Casa da Criança de Mairinque, demitidas no dia 22 de março pela empresa Nossa Senhora da Paz – antiga administradora da instituição –, entraram em contato com o Jornal da Economia para denunciarem que há meses estão com o pagamento atrasado.

Segundo as ex-funcionárias que entraram em contato, elas teriam sido dispensadas quando já trabalhavam há quase dois meses sem receber. “A gente fica meio perdido e sem entender se a culpa é da empresa Rainha da Paz ou da Prefeitura, porque nós já questionamos um funcionário do governo municipal e ele sempre fala que a empresa é que está devendo as prestações de contas. Aí a gente conversa com a nossa chefe da empresa e ela responsabiliza o governo municipal pela dificuldade em liberar os pagamentos”, disse uma das mulheres, que terá seu nome preservado por esta reportagem.

Sendo assim, o JE questionou a Prefeitura sobre o caso e, em resposta, o governo mairinquense informou que a responsabilidade pelo pagamento dos funcionários e demais encargos é da entidade contratada, destacando que a mesma não é mais atuante na administração da Casa da Criança e ainda alegando que a empresa terá de devolver mais de 83 mil reais aos cofres públicos, por não ter conseguido justificar o valor repassado à Associação em 2020.

“A Associação Nossa Senhora Rainha da Paz, sem qualquer justificativa, deixou de prestar contas do recurso repassado pela Prefeitura desde maio de 2020, ou seja, mais de 6 meses recebendo o recurso sem prestar contas, além disso, a Associação não realizava as devidas manutenções na casa, que era de responsabilidade da mesma”, continuou a administração, declarando que é impedida por lei de realizar qualquer repasse sem que haja a devida prestação de contas, sob pena de improbidade administrativa.

“Em levantamento realizado pela secretaria de finanças, constatou-se que a Associação não conseguiu justificar mais de 83 mil reais que foram repassados no ano de 2020, sendo assim, este valor deve ser DEVOLVIDO AOS COFRES PÚBLICOS pela Associação, conforme a Lei 13019/2014”, afirmou o governo, destacando que embora a responsabilidade do pagamento aos funcionários seja da Associação, a Secretaria de Assistência Social recebeu todas as funcionárias e esclareceu a devida situação em que a empresa se encontra.

Nossa reportagem também esteve em contato com a ex-chefe das servidoras na segunda-feira (26) e foi instruída a ligar no dia seguinte para os devidos esclarecimentos. No entanto, não tivemos retorno após as ligações efetuadas ao longo da semana.

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