Nem tudo foi ruim: pandemia aumenta os cuidados com a higiene

Estudo aponta que 94% dos brasileiros mudou hábitos com a chegada da Covid

Assessoria de Imprensa
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A pandemia do novo Coronavírus está longe de acabar, disso ninguém discorda. Porém, com o avanço na vacinação, que já superou a marca de 26 milhões de brasileiros, no dia último dia 18 de abril, já é possível ver uma luz no fim do túnel. Entre tantos transtornos e preocupações, o período também trouxe importantes aprendizados que podem aumentar a qualidade de vida da população. Entre os principais legados, um se destaca: o cuidado com a higienização.

“Quando a gente vai usar uma lata, seja de leite condensado ou outro ingrediente, nós precisamos higienizar antes de abrir”, orienta Solange Cassar, nutricionista e diretora da Normalize Nutrição, empresa especializada no controle de qualidade e segurança alimentar, localizada em Sorocaba/SP. “Eu falo isso há mais de 10 anos, mas parece que, finalmente, as pessoas estão seguindo a recomendação”.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Qualibest, entre os dias 10 e 22 de março, 94% dos brasileiros mudaram seus hábitos de higiene por conta da pandemia. Os novos cuidados implicaram em um cenário positivo para os fabricantes de produtos de higiene. De janeiro a julho de 2020, o segmento cresceu 5,9% em comparação ao mesmo período de 2019, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional.   

Essa não é a primeira vez que uma pandemia muda os hábitos de higiene da população. Antes da disseminação do vírus H1N1, que afetou mais de 200 países entre 2009 e 2010, a disponibilidade de álcool em gel para higienização era praticamente inexistente. Uma realidade totalmente distinta da atual.

Setor alimentício precisa de atenção

Entre todas as mudanças, uma área que precisa ficar atenta é a da alimentação. A conscientização de administradores e funcionários de restaurantes, bares, supermercados e padarias está ainda mais importante, pois é através dela que um novo e exigente consumidor se sentirá seguro o suficiente para frequentar esses locais.

“No meio do ano passado, aumentou muito a quantidade de trabalho. Além dos clientes que já atendíamos, muita gente começou a procurar a Normalize para fazer treinamentos e se adaptar a essa nova fase”, relembra Solange. “O pessoal entendeu que medidas simples, como a correta higienização da bancada, diminui não só o risco da COVID-19, mas de quaisquer outras doenças infecciosas. Por isso, esperamos que a higienização constante com o sanitizante correto deva continuar, mesmo após essa fase ir embora”.

Garantir que os novos hábitos adquiridos durante a pandemia perdurem nos próximos anos é fundamental. Com mais atenção a alguns cuidados, a tendência é que vírus e bactérias tenham menor sucesso no contágio. Afinal, é melhor garantir a higienização adequada do que passar por uma nova quarentena.

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