Maioria dos brasileiros já utilizou o PIX para fazer transferências ou pagar serviços, revela levantamento do FGVCemif e Toluna

De acordo com o estudo, a maioria dos entrevistados (98,95%) já ouviram falar do PIX, entre eles, 77,65% já cadastraram uma chave de acesso. CPF e número de celular são as chaves preferidas.

Assessoria de Imprensa Foto: Divulgação Pixabay
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Na semana em que completa 100 dias de uso, o PIX está cada vez mais presente no cotidiano dos brasileiros. É o que revela um levantamento feito pelo Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV (FGVcemif), em parceria com a empresa de pesquisas de mercado Toluna. De acordo com o estudo, quase todos os entrevistados (98,95%) já ouviram falar do PIX. Entre os que conhecem o sistema de pagamento, 77,65% já cadastraram uma chave de acesso. Em outubro, na primeira edição do levantamento, 51% afirmaram que tinham feito o cadastro.

 

 

 

 

 

 

O estudo revela ainda que o CPF foi a chave mais cadastradas pelos usuários (77,67% dos respondentes), a segunda chave mais cadastrada foi o celular (56,2%), seguido por e-mail (51,99%) e, por último chaves numéricas (32,38%)

 

 

Sobre os três principais motivos que levariam o respondente a utilizar o PIX, os mais citados foram: facilidade e rapidez. Vale ressaltar que custo ainda não se mostra como um motivador expressivo.

 

 

 

O levantamento revela ainda que o PIX foi mais utilizado pelos brasileiros para fazer transferências para pessoas físicas (78,79%) e para o pagamento de serviços (55,37%).

 

 

Sobre a satisfação com o PIX, a maioria dos brasileiros entrevistados estão satisfeitos (76,03%) e no que tange ao valor médio transacionado via PIX, praticamente todas as faixas de gastos foram equivalentes, porém com menos usuários (13,2%) transacionando acima de R$ 1 mil.

 

 

O estudo salienta que, de uma forma geral, os usuários concordam que o sistema PIX não apresentou problemas, que é seguro, que atende às suas necessidades e que utilizaria para realizar transferências de dinheiro entre pessoas. Em um grau menor, também concordam que utilizariam o PIX para compras nos varejos físico e virtual, havendo um discreto receito com relação a estes usos.

 

 

Para o professor do FGVcemif e coordenador do estudo, Adrian Kemmer Cernev, o PIX já é conhecido por grande parte da população e, com uma maior adoção e experiência de uso, espera-se que a confiança dos usuários seja fortalecida, contribuindo para o uso cotidiano deste instrumento de pagamento, mas há desafios. “Um importante desafio atual é justamente tornar o sistema PIX relevante para todos os agentes econômicos, muito além das instituições ofertantes – bancos tradicionais, fintechs e outras instituições financeiras. O varejo físico e o comércio eletrônico, por exemplos, precisam integrar esta modalidade de pagamento digital no seu cotidiano, de forma sistêmica e sustentável. Vale destacar ainda que são esperadas novidades no ecossistema de pagamentos digitais brasileiro, com a implantação do PIX de crédito e pagamentos de boletos e serviços públicos”.

 

Metodologia

O Centro de Estudos de Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV (FGVcemif), em parceria com a empresa de pesquisas de mercado Toluna, realizou o levantamento entre 12/02 e 14/02/2021, alcançando um total de 1.049 respondentes.

A amostra alcançou 25% de respondentes das classes sociais AB e 75% das classes CDE, com ênfase na classe C, observando distribuição de gênero (51% mulheres e 49% de homens) e domicílio dos respondentes maiores de 18 anos em todo o país. Foi utilizado um questionário eletrônico com perguntas estruturadas, incluindo campos para respostas e comentários abertos dos respondentes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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