Eleição americana entra em sua reta final em clima de tensão

Disputa entre Donald Trump e Joe Biden chega seus momentos finais

Fonte: Portal CNN
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A eleição para a escolha do presidente dos Estados Unidos ocorre nesta terça-feira (03) e o clima no pais não poderia ser mais preocupante. Com a corrida para a Casa Branca chegando em sua reta final, os americanos esperam uma apuração judicializada e marcada por contestações e demora na contagem de votos.

A campanha entre Donald Trump e Joe Biden resultou num comparecimento pré-eleitoral recorde, com quase 100 milhões de americanos já tendo manifestado a sua preferência antes do conhecido “Dia D” das eleições, sendo a maioria destes eleitores favoráveis a Biden, o favorito nesta eleição. No país o voto não é obrigatório e eleitores podem declarar sua escolha antes do dia das eleições, através de envio pelos correios, fator que deve atrasar a apuração, uma vez que muitos votos ainda estão chegando.

A Casa Branca espera realizar um evento sobre as eleições já na noite de terça, porém muitos esperam que o resultado demore mais, como a campanha de Joe Biden, que aguarda o resultado para quinta (5) ou mesmo sexta-feira (6).

Esta esperada demora é um dos principais fatores de tensão no processo eleitoral do pais, já que existe a preocupação de que o atraso nas apurações provoquem tensões sociais e levem incertezas sobre o resultado final. 

Um clima de tensão que foi ampliado por Donal Trump, que viu seu favoritismo na corrida eleitoral se deteriorar gradativamente com a crise da pandemia do coronavírus, e que já ameaçou questionar a legalidade dos votos que chegarem aos locais de destino após o fechamento oficial das urnas.

Nos Estados Unidos, a eleição do presidente se dá por meio de um Colégio Eleitoral, onde cada estado tem o seu peso e alguns são mais decisivos que outros, principalmente os mais populosos

Joe Biden lidera a média nacional por uma ampla margem (54% a 42%, de acordo com a média de pesquisas da CNN), porém devido a complexidade das eleições americanas, que priorizam o colégios eleitorais ao invés do montante total de votos, faz com que o candidato mais votado nem sempre vença a eleição, como ocorreu na última campanha, onde Hillary Clinton teve 3 milhões mais votos que Trump em 2016, mas mesmo assim perdeu a eleição. Confira abaixo um vídeo publicado pelo Estadão e que explica com mais detalhes como funciona a eleição americana.

 

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