XP contra-ataca na disputa com o Itaú e terá novo método de cobrar o investidor

Corretora vai oferecer um modelo de cobrança conhecido como 'fee based'

Fonte: CNN Brasil
Foto: Divulgação
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A disputa entre o Itaú Unibanco e a XP Investimentos acaba de ganhar um novo capítulo. A maior corretora do país divulgou que irá oferecer aos seus clientes o modelo de cobrança popularmente conhecido como fee based (ou fiduciário): ela cobra um percentual fixo periódico (em geral, anual) a respeito do valor administrado do investidor e devolve todas as comissões (conhecidas como rebates) que as gestoras pagam pela venda do produto.

No modelo convencional do país e que é usado pela XP e por diferentes corretoras, o agente autônomo recebe uma comissão em geral não revelada pelo produto que vende ao cliente.

O novo método de cobrança será oferecido até setembro deste ano. A XP não anunciou as taxas que vai cobrar, porém disse que este modo estará disponível a clientes com qualquer valor na corretora.

O modelo fiduciário é analisado por profissionais em finanças pessoais como o mais apropriado que existe, pois estimula o chamado ganha-ganha. Como é remunerado em cima do valor administrado do seu cliente, o planejador financeiro, agente autônomo ou gerente tem o apoio para procurar a maior rentabilidade do patrimônio que conduz, com os cuidados necessários de segurança. Além disso, acaba sendo mais transparente, já que o investidor fica sabendo o valor que paga.

Ainda relacionado a esse modelo, o investidor recebe retorno das comissões pagas por gestoras para que uma corretora, um banco ou um escritório de agentes autônomos venda seus produtos. São percentuais que o investidor realiza o pagamento, mas que de modo geral não sabe o motivo de ficar “escondido” na taxa de administração.

É um método mais distribuído no exterior e que, por muito tempo, ficou restrito no Brasil a clientes dos segmentos de gestão de patrimônio (wealth management) ou no máximo aos de private bank. A ideia era que só valores altos investidos causavam taxas que compensavam a gestão dos ativos.

Só mais recentemente que determinadas corretoras com plataformas digitais começaram a oferecer esse modelo.

A decisão, que favorece o chamado investidor de varejo e tem o potencial de gerar uma revolução no mercado conforme o gigantismo da XP. Isso é um efeito direto da guerra de narrativas e da troca de acusações entre a maior corretora do país com o maior banco do país, o Itaú Unibanco.

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