Crise econômica trazida pela Covid-19 é profunda e deve afetar até mesmo o setor esportivo

Mais do que uma crise de saúde pública internacional, a pandemia de Covid-19 também é uma crise econômica e social que afeta especialmente países de terceiro mundo.

Assessoria de Imprensa Foto: Divulgação Pixabay
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O veredito dos economistas é claro: a pandemia de Covid-19 terá sérias consequências sobre a economia global e já está deixando o mundo mais pobre. Angel Gurría, secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, também conhecida como "clube dos países ricos") afirma que o baque deve ser superior ao colapso global de 2008, que derreteu as bolsas de valores no mundo inteiro. Para ele, todas as grandes economias do mundo entrarão em recessão.

 

Setor esportivo também deve sofrer baque causado por Covid-19

 

Assim como outros setores da economia, o esporte, apesar de não setor um segmento essencial, movimenta a economia e tem uma quantidade grande de profissionais, empresas e empreendedores que dependem dele, também está sendo impactado pela pandemia. Isso acontece por diversos motivos: em primeiro lugar, as empresas que patrocinam os clubes e as empresas de telecomunicações que transmitem os jogos, tendem a cortar o investimento.

 

Em decorrência da paralisação no esporte, há outros diversos setores que dependem diretamente dele para viver. Além de todo “entorno” de profissionais e empresas relacionadas ao esporte, como canais de TV e rádios, bares e restaurantes, lojas de equipamentos esportivos, empresas que fabricam produtos temáticos das equipes, profissionais que agenciam os atletas e até mesmo os ambulantes que vendem mercadorias nas proximidades dos estádios, estão impedidos de trabalhar como antes. Também nenhum site de apostas brasileiro ou estrangeiro, por exemplo, terá um fluxo de renda contínuo caso os eventos permaneçam suspensos por muito tempo.

 

Economia mundial já mostra sinais de enfraquecimento

 

Dados do banco de investimentos Goldman Sachs corroboram tal teoria: a instituição revisou a estimativa de crescimento da China, primeiro país a ser atingido pela nova doença, de 5% para 3%. Até mesmo os Estados Unidos, que têm a maior economia do mundo, devem observar uma queda em suas perspectivas de crescimento: se, antes da pandemia, a estimativa estava em 1,2%, agora está em meros 0,4%. Para o Banco Asiático de Desenvolvimento, o custo desta situação de emergência em saúde pública internacional deve chegar a US$ 8 trilhões no pior dos casos.

 

O Fundo Monetário Internacional (FMI), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), também é pessimista quanto aos rumos da economia global. Para a entidade, deve haver uma contração global de 3% neste ano, podendo piorar, dependendo do curso da pandemia.

 

Apesar do grande impacto sobre as maiores economias do mundo, as consequências da Covid-19 tendem a ser particularmente desastrosas para os países pobres. David Malpass, presidente do Banco Mundial, afirma que todos os avanços obtidos nos últimos anos em matéria de desenvolvimento podem ser perdidos. Em uma tentativa de amortecer a queda, a instituição vai investir R$ 160 milhões nos próximos 15 meses em projetos e ações para conter o crescimento da doença, financiando desde a realização de testes até o estabelecimento de cordões sanitários.

 

Coronavírus impactará fortemente economia brasileira

 

Por fatores como problemas fiscais do Estado e a desvalorização das commodities, principal categoria de exportação do país, o Brasil enfrenta, desde meados de 2014, uma dura crise econômica. Por esse motivo, o impacto da Covid-19 sobre a nação tende a ser ainda mais grave.

 

Diversas estatísticas revelam que o cenário é grave. Estimativas do Bank of America apontam que a economia brasileira deve encolher 7,7% neste ano, a maior queda da série histórica. Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) alerta para a grave situação do emprego no país: a instituição diz que as solicitações de seguro-desemprego aumentaram 39%. A cifra que não inclui os trabalhadores que tiveram salários e jornada reduzidos. Por fim, o dólar, que baliza o valor das importações, deve bater a casa dos R$ 6. Psra os analistas, a questão não é se isso vai acontecer, mas quando.

 

Todos esses dados apontam que a resposta do governo e das instituições deve ser contundente e condizente com o desafio enfrentado pelo país. Entretanto, especialistas afirmam que isso não tem sido feito: o pagamento do Auxílio Emergencial, por exemplo, tem sido permeado por diversas queixas de demora e problemas no aplicativo criado com essa finalidade.

 

 

Controlar os gastos é essencial para sobreviver às consequências da pandemia

 

Desde o mercado de ações aos esportes, é praticamente impossível que qualquer setor econômico passe incólume pela crise econômica trazida pela Covid-19. As famílias vão na mesma linha: com uma massa crescente de profissionais tendo cortes em jornadas e salários - ou mesmo sendo demitidos -, o consumo tende a cair grandemente no Brasil.

 

Para os indivíduos, o momento é de pisar no freio: é fundamental rever todas as despesas da casa e fazer cortes onde for possível. Gastos supérfluos e investimentos, como uma troca de carro, devem esperar até que a situação econômica seja mais sólida.

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