Pesquisa do Centro de Estudos em Finanças da FGV e da Toluna indica que 63,93% tiveram perda de renda mensal por conta da pandemia de COVID-19

Assessoria de Imprensa Foto: Pixabay
Foto sobre "Pesquisa do Centro de Estudos em Finanças da FGV e da Toluna indica que 63,93% tiveram perda de renda mensal por conta da pandemia de COVID-19"

O Centro de Estudos em Finanças da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGVcef) e a Toluna, fornecedora de insights do consumidor sob demanda, realizaram um estudo sobre a situação financeira dos brasileiros durante a pandemia da COVID-19. Segundo a pesquisa, 63,93% dos entrevistados disseram ter tido perdas na renda em função da crise. Entre eles, a maioria, quase 40% perderam entre 10% e 30% dos seus rendimentos. Já 2,61% relataram que perderam toda a renda. Vale ressaltar que entre os 36% que disseram não terem tido sua renda alterada, grande parte é composto por aposentados, assalariados com registro e servidores.


 

Pesquisa FGVcef - Centro de Estudos em Finanças da FGV/SP e Toluna Pesquisa de Marketing Maio/junho 2020
 

A pesquisa, que entrevistou 806 pessoas de todas as regiões do país, também indica que os mais pobres foram os que mais perderam renda. Entre os que perderam toda a renda, os mais pobres correspondem a 15%. Para os entrevistados que tiveram sua renda diminuída entre 51% e 70%, novamente 15% eram os mais pobres. Já os que não tiveram a renda alterada nesse período de pandemia, nota-se que os de maior renda foram os menos afetados.
 

Pesquisa FGVcef - Centro de Estudos em Finanças da FGV/SP e Toluna Pesquisa de Marketing Maio/junho 2020
 

Dívida
 

O estudo indica ainda que a crise econômica, para a maioria não houve aumento das dívidas. Mais da metade dos entrevistados (56%) afirmaram que não sofreram aumento de dívidas. Já para os que tiveram aumento de dívidas (44%), a maioria foi com dívidas pré-existentes.


 

Pesquisa FGVcef - Centro de Estudos em Finanças da FGV/SP e Toluna Pesquisa de Marketing
 

Entre os que aumentaram as dívidas, aqueles com menor renda foram os que mais afetados. O contrário ocorre com altos níveis de renda.



 

Pesquisa FGVcef - Centro de Estudos em Finanças da FGV/SP e Toluna Pesquisa de Marketing
 

Resgate de investimento
 

O estudo constatou que nesse período de crise por conta da COVID-19, aumentaram os resgates de investimentos. Houve resgate de investimentos na crise para 42% dos respondentes. O resgate deve ter impedido o aumento das dívidas.


 




Pesquisa FGVcef - Centro de Estudos em Finanças da FGV/SP e Toluna Pesquisa de Marketing
 

Sobre o tipo de investimento resgatado, quase 60% dos respondentes resgataram recursos da caderneta de poupança, seguido por 15% que resgataram de fundos de renda fixa e DI, 12% de CDBs, LCI e LCA e 8% de ações.
 

O estudo indica ainda que a maioria dos respondentes resgatou até 50% do que tinha investido. 15% deles resgataram a totalidade ou quase a totalidade. A crise teve um grande impacto nos investimentos.
 

O principal motivo para os resgates foi cobrir despesas por conta da perda de receita. Praticamente 60% dos respondentes indicaram esse motivo. Em segundo lugar, 21% indicaram ajuda financeira a familiares como o motivo para o resgate. 5,2% resgataram porque o investimento original sofreu grande desvalorização. Isso pode indicar que o investimento foi feito sem conhecimento adequado do seu risco. Interessante que 4% dos respondentes resgataram para aproveitar oportunidades surgidas com a crise.


 

Conhecimento de investimento e futuro
 

Os respondentes, em sua maioria, dizem conhecer finanças. Quase 55% afirmam ter conhecimento médio ou grande sobre dinheiro, dívidas e investimentos, contra 43% que dizem conhecer pouco ou que começaram a aprender na atual crise. Surpresa foi o número de respondentes que disse não conhecer nada: apenas 2,24% da amostra.

 

Se você tivesse R$ 10 mil disponível no que investiria?
 

O estudo fez essa pergunta aos entrevistados. Pagar dívidas seria a preferência de 20%. Surpresa, mas não tanto: investir em ações é a segunda opção (portanto a primeira para investimentos), com quase 19% das respostas. Com quase o mesmo número segue a Caderneta de Poupança (18,66%), com Fundos de Renda Fixa e Di sendo a opção de 15,8%. CDBs, LCIs e LCAs têm 14,4%. Por fim, temos fundos multimercados (mais complexos) com apenas 6,59% e fundos de previdência com 5%. Ações surpreenderam, mas há razões. Em primeiro lugar, a queda dos juros e, em segundo lugar, a recuperação apresentada depois da grande queda do início da crise. E também há a memória do ano de 2019 com alta substancial do Ibovespa.

 

Onde investir em longo prazo?

A maioria dos entrevistados indicaram que a melhor opção para investimento em longo prazo seria ações (36%) e em seguida imóveis (25%). Também temos produtos de previdência com 9,7%. Assim, temos um total de mais de 70% de respondentes alinhados com o que é indicado para o longo prazo.
 

Metodologia

A pesquisa foi idealizada pelo FGVcef (Centro de Estudos em Finanças da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas) e pela Toluna. Coordenada pelos professores William Eid e Claudia Yoshinaga. O objetivo foi identificar mudanças na posição financeira dos brasileiros causadas pela atual crise.

Período: final do mês de maio de 2020.

Amostra: 806 respostas de todas as regiões do Brasil, sendo 45% homens e 55% mulheres, maiores de 18 anos. Casados representam 60% dos respondentes, além de 36% de solteiros, 4,5% de divorciados e 0,37% de viúvos.

A renda mensal dos participantes varia de R$ 2.005,00 a mais de R$ 11.262,00.

Sobre a FGV

Criada em 1944, a Fundação Getulio Vargas nasceu com o objetivo de promover o desenvolvimento socioeconômico do Brasil por meio da formação de administradores qualificados, nas áreas pública e privada.

Ao longo do tempo, a FGV ampliou a sua atuação para outras áreas do conhecimento, como Ciências Sociais, Direito, Economia, História, Matemática Aplicada e, mais recentemente, Relações Internacionais, sendo sempre reconhecida pela qualidade e excelência ao produzir e difundir conhecimento.

Atualmente a FGV possui parceria com mais de 200 instituições estrangeiras de ensino superior e ocupa o 5º lugar entre os melhores Think Tanks do mundo, segundo o Global Go To Think Tank Index Report.

Sobre a Toluna

A Toluna é uma empresa de tecnologia que conecta marcas e consumidores para pesquisas qualitativas e quantitativas digitais. Fornecemos insights sob demanda por meio de um espectro completo de soluções completas que mapeiam as jornadas dos clientes, desenvolvem novos produtos e muito mais. A Toluna é alimentada por uma plataforma inovadora, as melhores metodologias da categoria e um painel da comunidade com mais de 30 milhões de membros. Uma empresa da ITWP, emprega 1.400 pessoas em 24 escritórios nos seis continentes. Para mais informações, visite tolunacorporate.com .

Publicidade:

Comentários:

Suas informações de contato não serão divulgadas.