Facebook afirma que vai se submeter à auditoria para análise de política de anúncios

Rede social está sob forte pressão de anunciantes

Fonte: Portal G1
Foto: Stephen Lam / Reuters
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O Facebook afirmou na segunda-feira (29) que se submeterá a uma auditoria que vai analisar a atual política de anúncios, conteúdo pago e controles de segurança de marca.

De acordo com informações do Portal G1, a medida é uma prova para tentar apaziguar o crescente boicote publicitário à empresa, ao mesmo tempo em que se prepara para ir até um grupo de anunciantes nesta terça-feira (30).

A atitude ocorre depois de grandes anunciantes, como Unilever e Starbucks, firmarem a campanha "Stop Hate for Profit" ("Dê um Basta no Ódio por Lucro", em tradução livre), iniciada por equipes de direitos civis dos EUA, que solicitam que as marcas interrompam suas publicidades no Facebook em julho para pressionar a mídia social a tomar providências com a finalidade de acabar com o discurso de ódio. Os organizadores do movimento almejam conquistar apoio global.

O Media Rating Council (MRC), empresa de medição de mídia, terá a auditoria com o propósito de avaliar a maneira que o Facebook resguarda seus anunciantes de aparecerem ao lado de conteúdo nocivo e a precisão dos seus relatórios em determinadas áreas.

“Compartilharemos uma atualização sobre o escopo e o cronograma desta auditoria, assim que esse trabalho for finalizado com o MRC”, declarou o Facebook através de publicação no blog da empresa.

“Como parte de nosso compromisso contínuo com a transparência, pretendemos incluir a prevalência de discurso de ódio em nossos relatórios ao longo do próximo ano”, afirmou a empresa fazendo referência ao relatório trimestral de aplicação de políticas internas.

Segundo a agência Reuters, Carolyn Everson, vice-presidente de soluções de marketing global do Facebook, deve entrar em contato com um grupo de anunciantes nesta terça, conforme disse um executivo de uma agência de publicidade que estará presente.

Providências que o Facebook tem tomado

Na última sexta-feira, o Facebook declarou que começaria a classificar publicações capazes de causar dano ou desinformação.

O fundador da empresa, Mark Zuckerberg, também falou que irá impedir a exibição de anúncios que digam que “pessoas de raças, etnias, nacionalidades, religiões, castas, orientações sexuais, identidades sexuais ou status de imigração específicos” são uma ameaça aos demais.

Em meio a uma perda de US$ 56 bilhões (R$ 306,8 bilhões) do valor de mercado do Facebook na sexta-feira (26), momento em que as ações caíram 8% na bolsa de Nova York, Zuckerberg viu sua fortuna diminuir em US$ 7,2 bilhões (R$ 39,4 bilhões), de acordo com a agência Bloomberg.

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