Isolamento pode causar problemas psicológicos em jogadores

Atletas de campeonatos menores convivem com a incerteza sobre renda e falta de apoio familiar em muitos países

Assessoria de Imprensa Foto: Schottner on Unsplash
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A pandemia causada pelo novo coronavírus mudou a rotina do mundo. A crise econômica que se avizinha tem alterado o prognóstico para o futuro em diversos países. 

 

No esporte, a situação não é diferente. Campeonato paralisados, ligas interrompidas e muita incerteza sobre o que nos espera. Até mesmo no mundo das apostas esportivas, sites como bet365 apostas esportivas esperam ansiosamente pelo retorno das competições.

 

Para se ter uma ideia, ligas nacionais na Espanha, Inglaterra, Itália e Alemanha estão totalmente paralisadas. Na Bélgica, a federação local já definiu o Club Brugge como campeão da atual temporada. No Brasil, a situação de incerteza também é grande. Há quem diga que os campeonatos estaduais serão cancelados e o Brasileirão terá menos rodadas.

 

No meio de tudo isso, estão os jogadores. Se o momento é complicado para quem já está estabelecido na profissão, tudo muda para atletas que jogam em clubes pequenos, sem os grandes salários de astros como Cristiano Ronaldo, Messi ou Neymar. 

 

Os tempos de isolamento social têm despertado atenção especial para reações negativas à ausência da vida "normal", que podem desencadear processos depressivos e outros distúrbios. E o Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol compartilha desta preocupação.

 

O secretário-geral da FifPro, Jonas Baer-Hoffmann, afirmou em entrevista à agência "Reuters" que o confinamento e a impossibilidade de exercer a profissão pode gerar processos ruins na mente dos atletas, principalmente aqueles de campeonatos menores.


"A saúde mental é uma grande questão. Em estudos realizados ao longo dos anos, observamos que há riscos elevados de ansiedade e problemas psicológicos diferentes para os jogadores em comparação com a população em geral, porque é um emprego tenso e precário para a maioria deles", comentou Hoffmann.

 

Uma pesquisa da FifPro publicada em 2015 aponta que 38% dos jogadores em atividade e 35% dos ex-atletas enfrentaram problemas de depressão ou ansiedade em algum momento da vida. 

 

"Temos muitos jovens que estão sozinhos, fora de seus países de origem. Eles geralmente não têm apoio familiar nesses países, e muitos deles literalmente têm contratos de trabalho de um ano. Isso cria uma enorme angústia sobre se eles terão algum tipo de renda no fim desta temporada", completou o secretário.

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