Setor supermercadista comunica ao Ministério da Justiça o aumento abusivo dos preços por parte dos fornecedores

Na nota publicada, a Abras critica o aumento de preços

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Nesta última terça-feira (24), a Abras (Associação Brasileira de Supermercados) publicou uma nota, na qual afirma ter comunicado ao Ministério da Justiça, o aumento abusivo dos preços vindo dos fornecedores, como os de leite e queijo. 

Na nota publicada, a Abras critica o aumento de preços. “O setor supermercadista está trabalhando incansavelmente para manter o equilíbrio nas relações de consumo diante da lamentável pandemia do novo Coronavírus (Covid-19); e não compactua com a elevação injustificada de preços, principalmente em período de fragilidade da população no que se refere à saúde pública.”

De acordo com a Rede Bom Lugar Supermercados, o leite de uma semana para outra aumentou R$1 a unidade. Em um momento difícil como esse, vários fatores influenciam nos preços das mercadorias como, por exemplo, o aumento da demanda, o frete, a cotação do dólar subindo, a jornada de trabalho reduzida nas fábricas e etc. Tudo isso afeta a cadeia de suprimentos e quem sente na conta final, é o cliente.
Os supermercados, como a Rede Bom Lugar, entendem as dificuldades, mas dizem não estarem de acordo com os aumentos propostos pelos fornecedores. “Para a nossa classe supermercadista, é um momento super delicado. Por um lado, está todo mundo buscando trazer as melhores soluções para o consumidor e por outro lado estamos sendo pressionados, o tempo todo, pelo quesito preço. Mas quem manda nos preços não somos nós e sim a cadeia produtiva! É um sentimento de impotência, pois queremos o melhor para o consumidor e estamos com dificuldades em oferecer isso”, explica Fernanda Cechetti, gerente do Centro de Distribuição da Rede Bom Lugar.

Além deste problema com os preços, Fernanda ainda discorre que precisa administrar outros diversos, como priorizar a segurança dos colaboradores, motivá-los e conscientizá-los. Os horários de ônibus reduzidos e a reclamação dos funcionários que estão com dificuldades na cidade de Sorocaba, pois, o transporte público coletivo voltou a circular apenas para serviços essenciais, não estão aceitando passageiros que trabalham em supermercados. Clientes que não estão querendo respeitar a regra de segurança, a qual limita o número de pessoas circulando dentro das lojas, a ida de famílias inteiras ao supermercado, crianças e idosos andando pelos corredores sem nenhuma responsabilidade. 

“Nesse momento, nossos colaboradores estão saindo de suas casas em serviço da população, mantendo as lojas abastecidas, tomando medidas de segurança e limpeza, e sofrendo maus tratos por clientes mal-humorados. É um momento tenso para todos nós, por isso, contamos com a colaboração e compreensão de todos os nossos clientes”, desabafa Fernanda.
Tanto a Abras quanto a Rede Bom Lugar, afirmam que como de direito e dever empresarial, irão acompanhar os valores dos produtos comercializados no setor, com o intuito de evitar eventuais distorções e garantir a transparência e a qualidade nos serviços prestados ao consumidor final.

“Nós deixamos de fazer o folheto de ofertas durante uma semana, porque a demanda aumentou numa proporção que não esperávamos e tivemos insegurança quanto aos estoques. Porém, nessa semana, voltamos a operar com as nossas ofertas semanais. Muitos clientes enxergaram a suspensão desse folheto como uma forma do supermercadista ganhar dinheiro, mas, na verdade, quisemos apenas garantir a nossa idoneidade de entregar para o cliente o que anunciamos”, finaliza a gerente da Rede.

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