Pets nos hospitais: entenda a importância dos bichos para os donos em tratamento

Apoio emocional do amigo peludo ajuda na adesão ao tratamento e alta mais rápida

Assessoria de Imprensa Foto: Divulgação
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Quando pensamos em um hospital, jamais imaginamos que seja um local petfriendly. Afinal, não esperamos que entre leitos e exames estejam nossos amigos peludos com suas patinhas e focinhos curiosos.

 

No entanto, muitos hospitais já permitem a entrada de cães e gatos em seus ambientes como forma de auxiliar o tratamento dos enfermos.

 

Em alguns estados brasileiros, como Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande do Sul, leis foram sancionadas para permitir a presença de animais de estimação em hospitais públicos e privados, como forma de auxílio terapêutico, em especial de doenças mentais, como depressão e ansiedade.

 

Para ter a presença do animal de estimação durante a internação é preciso seguir regras, como garantir que o pet tenha a carteira de vacinação atualizada, esteja em bom estado de saúde e apresente um laudo técnico assinado por um médico-veterinário.

Também é preciso que ele seja transportado em caixas próprias e fechadas ou com coleira/guia. Em alguns lugares, também é preciso ter a licença do médico responsável pelo paciente e solicitar à administração do hospital, com antecedência, a autorização para a visita do cão ou gato.

Ele me faz tão bem

O amor incondicional que os animais de estimação têm por seus tutores e vice-versa é essencial para ajudar no combate a diversas doenças, principalmente os males emocionais.

 

Chamado de pet terapia ou Terapia Assistida por Animais (TAA), o uso de bichos domésticos para fins terapêuticos já é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO).

 

Uma reportagem sobre o tema, divulgada pelo site da revista IstoÉ, informa que “os bichos também servem para estimular a atividade cerebral, a liberação de hormônios e até mesmo diminuir a pressão arterial”.

 

E quando o animal é do paciente, isso ocorre ainda mais rapidamente, pois há o vínculo emocional, o afeto e a amizade conectando paciente e pet em busca da melhora da saúde.

Idosos e crianças primeiro

A pet terapia é frequentemente usada para cuidar de crianças internadas, pois ajuda a distraí-las do ambiente hospitalar, colaborando na adesão ao tratamento e redução do sofrimento; e também de idosos, em especial aqueles que vivem em hospices e asilos, pois trazem o conforto da companhia.

 

Engana-se quem pensa que apenas os cães são bons animais para fins terapêuticos. Os “independentes” gatos também são presença constante nas visitas hospitalares, ainda mais porque têm grande afeto e conexão emocional com seus tutores.

 

Reportagem do Jornal da USP, da Universidade de São Paulo, informa que uma pesquisa, realizada na instituição, com idosos em sessões semanais de TAA, com duração de uma hora por quatro meses, mostrou resultados positivos “na amenização dos sentimentos de inutilidade, de incapacidade, da dor e da solidão”.

 

O tratamento, segundo a mesma reportagem, “aposta no estímulo sensorial do tato para despertar a autoestima e a sensibilidade na relação integradora das pessoas com os animais”, e que, ao tocá-los, temos a redução da ansiedade, da frequência cardíaca e da pressão arterial.

 

A presença do pet no ambiente hospitalar também reduz o estresse do tutor, que fica preocupado com os cuidados que o animalzinho de estimação estará recebendo durante sua ausência devido à internação. Ao ver que o bichinho está bem cuidado e que também sente sua falta, o paciente se acalma, e seu organismo libera enzimas de bem-estar que ajudam a fortalecer a imunidade e compactuam com a melhora da saúde como um todo.

 

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