Mãe denuncia caso de maus-tratos contra filho em escola de São Roque

Sindicância Administrativa Municipal irá apurar o caso

Da Redação: Rafael Barbosa
Fotos: Divulgação
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Uma mãe denunciou um caso de maus-tratos contra seu filho, portador de Síndrome de Down, em uma escola infantil de São Roque. O caso foi registrado na Delegacia Municipal e teria ocorrido na EMEI Bandeirantes, localizado na região central do município, onde segundo a mãe, seu filho teria sofrido diversos abusos por parte de uma professora da instituição.

Questionada por esta reportagem, a mulher informou que a criança de apenas três anos é portadora de Síndrome de Down e que desde o início do ano a criança começou a aparecer com manchas avermelhadas pelo corpo, o que despertou sua atenção. Ao procurar a escola na época, os dirigentes da instituição lhe informaram que as marcas poderiam ter sido provocadas por outra criança ou por uma reação alérgica do pequeno.

Entretanto, a resposta não convenceu a mãe, que posteriormente foi procurada por uma colega cuja filha estuda na mesma instituição. A menina informou a mãe sobre os maus-tratos ao coleguinha de classe.

“A criança falou para a mãe que não estava querendo ir para a escola e quando a mãe perguntou sobre o porquê, a menina respondeu que a tia estava maltratando o meu filho, deixando de castigo, empurrando. Fui até o Departamento de Educação com esta mãe e descobri que as auxiliares já tinham feito reclamação no departamento sobre o caso e nada foi feito”, comentou.

Acusações que foram corroboradas por uma pessoa que teria presenciado os atos contra a criança. Em áudio enviado a esta reportagem, a mulher conta à mãe sobre os casos de abusos cometidos contra o pequeno, comentando um episódio onde o menino foi preso a uma cadeira com uso de fita velcro por estar muito agitado. “Ele tentava sair, com os braços soltos, mas o corpinho foi preso na cadeira adaptada para ele, e isso só deixou ele mais agitado”, afirma a mulher no áudio.

Em outras ocasiões a professora teria puxado o cabelo da criança para que ela parasse de puxar o cabelo de uma coleguinha e ela teria dado um “tapinha” na boca do pequeno para que ele parasse de comer um giz. Em nenhum dos dois casos a ação ocorreu de forma que machucasse a criança, porém coloca em dúvida a forma de se lidar com uma criança portadora de necessidades especiais.

A esta reportagem, a mãe afirma que espera que os responsáveis sejam responsabilizados pelos maus-tratos e pede por mais segurança nas salas de aula.

O Jornal da Economia questionou a Prefeitura de São Roque sobre o caso. Em resposta fomos informados que uma sindicância será realizada para apurar o caso. “Assim que o Departamento de Educação tomou conhecimento do caso acionou uma reunião com a equipe gestora da escola para ouvir as partes. Após, foi montando um processo constando a denúncia ofertada pela mãe e documentos relacionados, bem como relatórios produzidos pela direção e supervisão escolar, a fim de  instruir a  abertura de Sindicância Administrativa para a devida apuração dos fatos”, informou a administração municipal.

A professora apontada na denúncia informou que não irá se pronunciar sobre o caso neste momento, pois antes espera tomar ciência sobre quais são as acusações registradas contra ela.

Questionada por esta reportagem, a EMEI Bandeirantes informou que irá aguardar o andamento da apuração realizada pela Prefeitura de São Roque sobre o caso.

Comentários:

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  • Tânia

    Meu Deus que absurdo não creio que a EMEI vai deixar essa sem noção ainda na escola se não tem paciência não faz pedagogia .... sem noção ????

  • Patrícia Pereira dos Santos

    Simplesmente inaceitável. . Só de imaginar a situação ja fico com muita raiva e pensando como pode acontecer uma coisa dessa! E o pior é que ja teve denúncia e não tomaram as devidas providências. Esse ser não pode ser chamada de Professora, pois só está denegrindo a imagem dos profissionais de verdade. Sinceramente estou torcendo para que justiça seja feita. Mas também acho que a mãe deve procurar a Delegacia de Polícia.

  • Alynne

    Além de não cumprir o direito da criança de 3 anos que tem por lei que está na creche e não na EMEI, essa pessoa ainda continuará dando aula pelo amor de Deus.

  • Ailton Rodrigues

    Muitos comentários que sentenciam a professora sem a devida apuração. Típico do nosso país. Opiniões irresponsáveis e sem fundamentação. Triste. Voltem ao passado, em 1994, no caso da escola Base.

  • Wesley fiori

    Antes de tudo tem que apurar,,,,Se for comprovado que tome as medidas cabíveis