Termômetro do Crédito

Sinais do estímulo monetário

Assessoria de Imprensa Foto: Divulgação
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Ainda que a retomada da atividade se mostre lenta há alguns sinais de que o estímulo monetário esteja alcançando o mercado de crédito, mais especificadamente nas operações com recursos livres (RL) e no âmbito do mercado de capitais.

Em julho, o saldo das operações de crédito do SFN mantinha avanço de 5,1% a.a., porém essa baixa performance tem sido compensada pelo desempenho favorável das operações de títulos de dívida privados (28,3% a.a.) e de instrumentos securitizados (41,6% a.a.), de forma que o volume de crédito ampliado ao setor não financeiro exibe um ritmo de expansão mais intenso (10,1% a.a.).

A carteira com RL exibe um crescimento da ordem de 12,1% a.a., um avanço de 4,5 p.p. em comparação a jul/18, com os empréstimos para pessoas físicas (PF) expandindo-se 15,0% a.a.. Para PF com RL, o crescimento anual das concessões acumuladas em 12 meses era de 12,3% a.a., com avanço de +2,3 p.p. no ano. Porém para PJ, essa expansão é da ordem de 11,6% a.a., com queda de -2,3% p.p. no ano.

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O spread médio dos empréstimos com RL era de 31,6% a.a., um aumento de +3,8 p.p. no ano. A taxa média de inadimplência da carteira RL avançou 0,2 p.p. na margem e no ano, para 4,0% em julho. Na abertura, o indicador para PF manteve-se no ano estável em 4,8% e o do PJ avançou +0,1 p.p. no ano para 2,8%.

Decompondo-se por porte o crédito para PJ, observa-se um crescimento consistente na carteira voltada para as Micro, Pequenas e Médias empresas (9,1% a.a.), porém para as empresas de grande porte há uma contração de 7,2% a.a., enquanto que em jul/18 essa mesma carteira crescia 1,7% a.a..

O indicador de comprometimento da renda das famílias com o endividamento fechou junho em 20,6%, com variação anual de 0,3 p.p.. Após apresentar tendência de queda entre 2015 e 2018, esse índice volta a crescer, ainda que se verifique a flexibilização monetária e uma menor pressão inflacionária, talvez por conta das condições do mercado de trabalho.

 

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Sobre a ABBC – A ABBC - Associação Brasileira de Bancos foi constituída em 1983 para contribuir com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) e gerar benefícios a seus associados e à sociedade em geral como colaboradora no desenvolvimento econômico sustentável do Brasil. A ABBC tem mais de 80 instituições associadas (entre bancos, cooperativas de crédito e financeiras) e está entre as maiores entidades representativas do SFN. Atualmente, conta com 91 instituições clientes dos serviços de processamento de compensação de cheques e outros documentos. Fazem parte do escopo da associação a prestação de serviços voltados para otimização de atividades, redução de custos operacionais e observância regulatória e a promoção de ações de cunho educacional, visando capacitar profissionais que tenham relacionamento com o setor.
 

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