São-roquense espera três meses para retirada de cateter

Segundo paciente, aparelhos deveria ter sido retirado após 21 dias

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Uma moradora de são-roquense procurou nossa redação para manifestar sua indignação pela espera de três meses para a retirada de um cateter. Bruna Cristina conta que realizou uma cirurgia de cálculo renal em janeiro deste ano no Hospital Regional de Sorocaba, em um procedimento com cinco horas de duração e onde o foi cateter foi implantado entre o rim e a bexiga, com o objetivo de ajudar no processo de recuperação.

Segundo ela, em fevereiro a são-roquense retornou para o hospital onde os exames constataram que a cicatrização corria bem, porém foi neste momento que os problemas de Bruna começaram. “Durante a consulta, era para o médico de Sorocaba marca a remoção do cateter, mas isso não aconteceu. O urologista que me atendeu simplesmente me falou que o aparelho que faz a remoção do cateter estaria quebrado”, contou a nossa redação.

Deste modo Bruna foi orientada a levar seus exames para um posto de saúde de São Roque e aguardar uma vaga para a realização do procedimento. O pedido foi feito, porém o estado de saúde da paciente tem se deteriorado desde então.

Bruna conta que, na semana passada, após sentir dores no estomago, ânsia de vomito e dor nas pernas, ela esteve na Santa Casa onde foram realizados exames que demonstraram que ela estava com infecção e sangramento urinário. “O médico ficou espantado pelo fato do Hospital de Sorocaba ainda não ter retirado o cateter”, comentou. Segundo a paciente, o médico lhe informou que, neste caso, o procedimento normal era de que o dispositivo em seu corpo fosse removido após 21 dias.

“Ele (o médico) me colocou em observação e inseriu meu nome no Cross para ver se eu conseguiria ser transferida para Sorocaba e resolver o meu problema. Porém para o meu espanto o Cross de Sorocaba negou a solicitação, informando que meu caso não é de tanta urgência que daria para aguarda”, comentou a são-roquense.

E nesta espera, o quadro de saúde da paciente continuou a se deteriorar, já que em outro momento a mulher precisou recorrer novamente a Santa Casa após um princípio de ataque cardíaco, onde foi medicada e encaminhada novamente para casa.

Após procurar nossa redação, o Jornal da Economia questionou a Secretaria do Estado de São Paulo para tentar entender porque Bruna estaria esperando a tanto tempo para a cirurgia. Enquanto esperávamos a resposta dos questionamentos, Bruna novamente entrou em contato conosco para falar que havia recebido uma ligação informando que sua cirurgia havia sido agendada para quarta-feira (08) e que ela seria internada no domingo (05).

Secretaria fala sobre o caso

Após a informação da são-roquense, nossa redação foi informada pela Secretaria do Governo do Estado sobre o agendamento da cirurgia de Bruna. Segundo a secretaria, Bruna foi adequadamente atendida pelo Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). “O cateter foi colocado em 27 de janeiro e a retirada é feita mediante indicação médica. A paciente teve retorno em 13 de março, para acompanhamento do caso. O CHS não encaminhou a paciente para outra unidade e não há problemas com o equipamento utilizado para o procedimento”, informou a secretaria.

O órgão também informou que a Santa Casa de São Roque não registrou solicitação de cirurgia no sistema da Central de Regulação de Oferta e Serviços de Saúde (Cross), mas apenas um tratamento clínico com antibiótico por conta de infecção urinária que poderia ser realizado pela própria entidade, como foi realizado pelo hospital, e por isso o pedido foi negado.

 

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