CEMENE de São Roque segue sem perspectiva de ser reaberto e voltar a atender população

Centro atende mais de 170 pacientes de São Roque e região

Da Redação: Rafael Barbosa
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Com mais de 20 dias de interdição, o Centro Médio Nefrológico (CEMENE) de São Roque, responsável pelo processo de hemodiálise de pacientes da cidade e região, continua sem perspectiva de ser reaberta. Uma situação que já traz prejuízos diversos para pacientes e para o centro, que continua a pedir respostas a Prefeitura Municipal para que o local possa voltar a atender uma população que necessita do serviço de saúde.

O centro foi fechado no dia 02 de abril devido a uma suspeita de infecção bacteriana na instituição. “Esta medida é necessária pois foram encontradas irregularidades que comprometem risco na assistência aos pacientes que são atendidos no local”, informou Chefe da Vigilância Sanitária Municipal, Francisco Cruz, na época.

A interdição ocorreu em caráter temporário para averiguações. Entretanto a administração do hemocentro afirma que uma suspeita não é motivo para o fechamento de uma instituição que nunca apresentou quadros de infecção originários de suas dependências e que atende cerca de 170 pacientes das cidades de São Roque, Ibiúna, Araçariguama, Mairinque, Alumínio.

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Sobre a informações de mortes ligadas ao centro, nossa reportagem foi informada de que nenhum paciente veio a óbito nas dependências do local durante o tratamento.

Segundo a diretoria do local, a Vigilância Sanitária sempre realizou averiguações periódicas ao prédio, onde realizava apontamentos mínimos sobre mudanças que deveriam ocorrer para melhorar o atendimento no local, de forma que todo o núcleo administrativo se surpreendeu com o anúncio da interdição da clínica.

Diante da situação, uma defesa do centro foi apresentada a Prefeitura no dia 10 de abril, informando uma mudança preventiva nos seus protocolos de atendimento e que não havia irregularidades que justificassem a interdição do imóvel, pedindo a sua reabertura. Entretanto, até o momento, a direção do hemocentro não recebeu nenhuma resposta por parte da Prefeitura.

Uma situação que traz prejuízos diversos. Primeiro aos próprios pacientes, que foram realocados para outra clínica de tratamento e devem percorrer periodicamente grandes distâncias para um tratamento agressivo e conhecido por debilitar seus pacientes, quando poderiam percorrer uma distância muito menor ao ser atendidos em São Roque.

Pacientes que já pedem para voltar a ser atendidos pela instituição são-roquense. Nossa reportagem teve acesso a mensagens enviadas pelos pacientes questionando sobre quando o local será reaberto, uma pergunta que ainda não tem resposta.

O próprio hemocentro acaba enfrentando complicações, já que ao ser interditado, ele ganha uma mancha em sua reputação e acaba tendo que lidar com problemas sérios, inclusive financeiros, já que a clínica recebe pelos seus atendimentos prestados via SUS e sem a ação, o centro passa a não receber o pagamento para prover seus funcionários. O resultado é que a instituição já começou a liberar férias para alguns empregados.

Problemas que vão se acumulando sem perspectiva para que a clínica volte a exercer suas funções, que tem um papel importantíssimo para toda a região.

Esta reportagem questionou a Prefeitura de São Roque se foi encontrada alguma infecção no local e se existe alguma previsão para a reabertura do local, porém até o momento não houve resposta.

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