Pai faz reclamação sobre falta de atendimento na Santa Casa de São Roque

Irmandade afirma que menina de quatro anos recebeu o atendimento

Da Redação: Rafael Barbosa
Fotos: Divulgação
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O Jornal da Economia recebeu uma reclamação do munícipe Daniel Henrique Paulino, que informou que um médio da Santa Casa teria se recusado a atender sua filha. Segundo o pai, ele recorreu ao hospital no domingo (07), por volta das 13h30, com sua filha, de quatro anos de idade. Ao ser atendida por um médico, este fez a indicação de um Buscopan e encaminhou a menina para casa. Como a garota não apresentou sinais de melhora, os pais decidiram voltar ao hospital, onde o médico teria se negado a prestar atendimento.

“Decidimos retornar com ela para o Hospital. Quando chegamos, tivemos a surpresa de encontrar o mesmo médico (que tinha atendido a menina antes), que pegou a ficha e disse a minha esposa que não iria atendê-la, que ela deveria passar por outro médico, que ele fazia questão de não a atender porque minha filha estava mentindo”, informou o pai.

Segundo Paulino, diante da negativa, os pais acionaram a PM e, quando as autoridades chegaram ao local, o médico teria ido embora do hospital, deixando a garota sem atendimento, mas também outros pacientes que esperavam por cuidados médicos, um caso que se tornou ainda mais grave quando o pai foi informado que o “profissional” era o responsável pelo corpo clínico do local.

“Um médico se recusa a atender uma criança de quatro anos com 38 graus de febre”, comentou o pai, revoltado. Confira a entrevista feita pelo Jornal da Economia abaixo.

O Jornal da Economia conversou também com a mulher de Daniel e mãe da menina. Segundo a mãe, após a primeira consulta a filha não melhorou e ao voltar para o hospital, encontrou o mesmo médico que a havia atendido durante a tarde e ao pedir que o médico fizesse exames mais detalhados na criança, o médico informou que ela deveria aguardar ele atender os pacientes que estavam na frente.

Apesar de afirmar que a menina estava em uma situação mais urgente e outra paciente ter informado que cederia o lugar para a menina, o doutor ainda informou que ela teria que esperar. Diante da negativa, a mãe afirmou que iria notificar as autoridades pois o profissional estaria se negando a atender a criança. Neste momento o homem teria se exaltado e dito que não havia se recusado, mas que ela teria que aguardar.

A menina foi encaminhada a outro médico, como relatou o pai, e retornou a irmandade na segunda onde foi novamente atendida e agora realiza um tratamento contra intoxicação alimentar bacteriana. A menina já apresenta melhoras, mas ainda preocupa os familiares 

A ação do médico revoltou a mãe, que registrou um boletim de ocorrência sobre o caso e informou que pretende acionar judicialmente a irmandade pela situação.   

Santa Casa diz que houve atendimento

Esta reportagem questionou a Santa Casa sobre o caso e fomos informados que o senhor Daniel Paulino esteve na segunda-feira no hospital para formalizar sua reclamação. “No relato feito à administração ele corrigiu a informação dada no vídeo publicado nas redes sociais, reconhecendo que houve atendimento e que o medicamento prescrito e administrado foi Dramin (dimenidrinato) e não Buscopan (Butilbrometo de Escopolamina). O reclamante também deixou claro que a sua insatisfação foi com o modo que o médico falou com a esposa dele e não com o atendimento prestado”, informou a irmandade.

Segundo a Santa Casa, o médico que atendeu a filha de Paulino é coordenador da equipe médica do Pronto Atendimento e não do Corpo Clínico da Santa Casa e nunca teria se negado a atender a jovem, apenas informado que a mãe e filha teriam que esperar para o atendimento, pois existiam outros casos de igual urgência na frente.

O Profissional também não teria fugido do local e sim apenas passado os casos para outro profissional, incluindo a menina, pois seu turno teria chegado ao fim e, por ser o coordenador da instituição, teria realizado uma visita a outras áreas hospitalares antes de deixar o local.

De acordo com a Santa Casa, três médicos prestavam atendimento no local, sendo que em nenhum momento faltou atendimento a criança. “A paciente foi atendida em todas as oportunidades que a família buscou socorro na Santa Casa naquele dia. Foi avaliada pelos médicos, realizou exames e recebeu a assistência adequada para o quadro de saúde que apresentava. Em todas as oportunidades recebeu alta após os exames apontarem que não havia alterações”, afirmou a irmandade.

Sobre a forma que o coordenador da equipe de pronto atendimento falou com esposa do senhor Daniel Paulino, mãe da paciente, e sobre a suposta negativa de atendimento deste médico, a Santa Casa afirmou que abrirá um procedimento administrativo interno para apurar os fatos e tomar as providências cabíveis e necessárias.

Entretanto, afirma que a exposição realizada pelo senhor Daniel Paulino não corresponde à realidade dos fatos e que ações como esta apenas denigrem o trabalho série que é realizado na irmandade, que já acionou o seu setor jurídico para tomar as ações cabíveis sobre o caso.

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