Copom deve manter a Selic em 6,5%, diz professor da FGV

Assessoria de imprensa
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A expectativa para o Copom é manter a taxa Selic em 6,5%, nesta quarta-feira (6), de acordo com Joelson Sampaio, coordenador do curso de economia da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP). “O mercado tinha uma estimativa mais alta para o início de 2019, mas mudou por conta da atividade econômica que ainda é fraca”, afirma Sampaio.

 O professor ressalta que “Como o presidente do BC será o mesmo na próxima reunião, em março, a taxa deverá ser mantida. Com a troca de presidente, a taxa pode mudar, embora as condições econômicas de juros e inflação podem favorecer um cenário de manutenção da taxa Selic em 6.5% para o ano de 2019”.

 Segundo Sampaio, outra medida que impacta na Selic é a inflação baixa, que tem a previsão  para o final do ano de ficar baixo do centro da meta que hoje é 4,25%. “A avaliação do mercado para a inflação é de 3.9. Essa perspectiva somada a atividade fraca, favorece para que o governo mantenha o patamar da Selic”.

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 Ao avaliar este cenário, para quem deseja investir, devido ao fato de uma estimativa de juros baixos em 2019, Sampaio aconselha que o investidor procure a diversificação. “Seria interessante expor um pouco mais em relação ao risco, principalmente em títulos de renda fixa, com destaques: o crédito imobiliário e agrícola”, diz.

 O professor ainda acrescenta que com uma melhora da economia já neste ano, esses títulos tendem a gerar uma rentabilidade boa para o investidor, além da questão fiscal que melhora o resultado final. “O governo indo bem a bolsa deve subir e o câmbio cair, o que favorece também as letras de câmbio e, por fim, é possível pensar que a renda fixa na área de debêntures também pode ser uma boa opção de investimentos”, finaliza.

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