20 anos com copinho de dezoito

Pirajá completa duas décadas de operação com blend comemorativo de cachaça e novo cardápio

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Sabe aquela história de melhorar com o tempo?! Pois bem, duas décadas de experiência parecem só ter feito bem ao Pirajá, que, mais maduro, não perdeu a energia, muito menos a malemolência e o espírito carioca que lhe são natos. Prova disso é a série de atrações promovidas em 2018 para celebrar os 20 anos do bar, que trouxe a alma e a baixa gastronomia dos bares do Rio de Janeiro para São Paulo.

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Na esteira das celebrações, a casa se prepara para lançar, em abril, mais um rótulo da cachaça da casa, - criado novamente em parceria com a respeitada Santo Grau. Dessa vez, o blend foi feito de forma colaborativa, em evento fechado no próprio bar, no dia 27 de março, com ajuda de especialistas, chefs de cozinha, jornalistas especializados, influenciadores e, acima de tudo, amantes da “marvada”. O novo produto se soma aos outros dois rótulos próprios: a Santo GrauPirajá, usada no preparo das caipirinhas do bar, e a Santo Grau Pirajá Velha Guarda, descansada em barril de carvalho por um ano.

 

A carta regular de bebidas também vem ganhando novidades desde o começo do ano. Graças a uma parceria com o Sítio do Bello, que aposta no cultivo e comércio de frutas nativas, a seção de caipiras ganhou três receitas inspiradas: Seri-guela abaixo (com limão e seriguela; R$ 24, foto acima), Jabuti (jabuticaba, limão-siciliano e capim-santo; R$ 24) e Serra do Mar (cambuci, limão-cravo e manjericão; R$ 24). A ideia é renovar as combinações de tempos em tempos, de acordo com a sazonalidade das frutas. Outro drinque que causou frenesi assim que deu as caras no balcão foi o Ginló Tônica, amargo na medida, com gim, água tônica, jiló desidratado e capim santo (R$ 28).

 

Já a ala dos comes ganha 12 reforços em abril. Entre as pedidas, são destaques o Bolinho de pernil recheado com couve e servido com vinagrete de abacaxi, o potente Sanduíche de língua no molho de provolone e agriãoVirado à carioca, com arroz, tutu de feijão preto, quiabo refogado, ovo frito e espetinhos de banana, pernil e linguiça, e a versão de boteco do Mil-folhas, que intercala massa de pastel, doce caseiro de caju e creme de queijo. Itens consagrados do cardápio, como o Macarrão com Carne Assada, das Tias da Velha Guarda, e a caipirinha A Nega é Minha e Ninguém Tasca inspiraram, respectivamente, um bolinho, para rechear a petiscaria, e um pudim, que recebe borrifadas de cachaça à mesa.    

  

O Rio desembarcou aqui: um pouco da relação do Pirajá com o samba

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Já que o compromisso dos sócios ao abrir o Pirajá era transformar aquela esquina - a da Faria Lima com Padre Carvalho, em Pinheiros  num QG carioca, nada mais natural do que cobiçar a benção de Moacyr Luz, que à época da abertura (1998), era crítico de botecos pé sujo n’O Globo. Moa não aceitou o convite de cara, mas depois de certa insistência - os sócios batiam cartão em seus shows -, o músico desembarcou no salão daquele que seria o seu futuro afilhado. “Eu fiquei louco, porque tudo era Rio de Janeiro, todas as coisas, os quadros, estava tudo ali. Tinha tudo a ver com a nossa casa”, relembra Moacyr.

 

Não teve jeito, o Pirajá “mexeu com o samba, que estava quietinho no Rio”, como brinca Beth Carvalho, e seu salão passou a ser palco de rodas de figurões do samba como João Nogueira, Jards Macalé, Zé Renato, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, entre outros. “Eu chamei todo mundo e a gente se sentia em casa”, conta Moa. Essas rodas, até então informais, precisavam virar um show, como foi o caso do “Esquina Carioca”, que teve três edições lotadas no Tom Brasil, rendendo conteúdo para dois CDs. Um pouco depois, o projeto “Para Ver as Meninas” trouxe somente cantoras – muitas delas da nova cena – para o salão do bar, como Teresa Cristina, Mart’nália, Zélia Duncan, Roberta Sá e muitas outras.

 

Delírios da baixa gastronomia e guia de botequins do Rio

 

Depois de uma viagem ao Rio de Janeiro, onde percorreram de van dezenas de botequins do subúrbio carioca, vivenciando a boemia e provando seus petiscos emblemáticos, os sócios do Pirajá trouxeram na bagagem boa amostra dos prazeres da baixa gastronomia - o roteiro, a saber, será reproduzido este ano para virar um guia impresso de botecos do Rio. Só então que empadinhas, caldinho de feijão ou a combinação de abóbora com carne seca, ali transformada num crocante bolinho, passaram a integrar o cardápio deste e de outros bares em São Paulo, e logo caíram no gosto dos paulistanos. A famosa feijoada da Tia Surica – um presente de uma das damas da Portela -, também compõe o menu da casa, assim como o macarrão com carne assada, outro clássico das escolas de samba, que sustenta músicos e passistas durante os ensaios. Essas e outras homenagens firmam o bar como a embaixada carioca de São Paulo, como aliás reconheceu a RioTur, Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro.

 

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