O mundo de robôs, dinossauros e homens de HORIZON ZERO DAWN

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Da Redação: Rafael Barbosa - Foto: Reprodução / Internet

A Guerrilla Games é um estúdio que sempre foi conhecido por um jogo: Killzone. Por ter trabalhado por mais de uma década na série de FPS futurista, todos ficaram surpresos quando o estúdio anunciou que seu próximo projeto seria ambientado em um mundo aberto pré-histórico habitado por humanos e uma espécie de robôs/dinossauros.

HORIZON ZERO DAWN será lançado oficialmente no dia 28 de fevereiro para PS4, mas é o fruto de uma ideia que surgiu há seis anos atrás. “Quando estávamos trabalhando na etapa final de KILLZONE 3 (em 2011), nos perguntamos qual poderia ser nosso novo projeto e Horizon estava entre as ideias que surgiram. O conceito do jogo era muito ambicioso, mas embora tenhamos trabalhado em outras ideias primeiro, inevitavelmente fomos direcionados para ele, pois a proposta empolgou a equipe”, afirmou o diretor de arte do game Roland Ijzermans, em entrevista ao portal PlayStation Style Life.

O problema é que a ideia para Horizon pedia um jogo de mundo aberto, algo que a desenvolvedora nunca tinha feito antes, então o estúdio começou a fazer experimentos pouco antes do término de KILLZONE: SHADOW FALL (o último jogo da série) e com o tempo a desenvolvedora precisou criar uma divisão inteira só para trabalhar nestes novos conceitos.  Quatro anos depois o game está prestes a chegar às prateleiras das lojas como um dos títulos mais aguardados do ano para o PS4.

Um mundo de dinossauros, robôs e homens

HORIZON ZERO DAWN se passa muitos anos no futuro. Por algum motivo misterioso, o mundo mudou e onde existiam McDonald's, shoppings e carros, agora temos um mundo quase pré-histórico, onde a humanidade não é mais a raça dominante e tem que conviver com uma espécie de animais que são uma mistura entre robôs e dinossauros.

No game, desbravaremos este novo mundo através dos olhos de Aloy, uma jovem que foi abandonada quando criança e acabou sendo criada por exilados da tribo Nora. O que aconteceu com este mundo? Porque os animais se tornaram robóticos? Quem são os pais de Aloy? Estás são algumas das perguntas que serão respondidas ao longo do game, que irá explorar sua protagonista tanto quando o universo habitado por ela, mostrando ao jogador a sua evolução da infância até se tornar uma poderosa guerreira.

Em nossa busca por respostas, teremos que desbravar um mundo gigantesco e não há como não ficar impressionado com o tamanho do universo criado pela Guerrilla. Para se ter uma ideia do tamanho da “criança”, diversos sites percorreram a pé o mapa de uma ponta a outra só para ver quanto tempo a protagonista levaria para terminar o trajeto e o resultado foram assombrosos 25 minutos. “Tivemos que melhorar nosso motor gráfico para que ele pudesse renderizar um mundo deste tamanho. A exploração é um processo fluido, pois quando você explora este universo e sai de uma floresta para entrar em uma caverna subterrânea, não existe tela de loading e isso faz a experiência ser muito natural”, afirmou o diretor do jogo, Mathijs de Jonge, em um dos vídeos promocionais do título.

Mas não é só no tamanho que o game impressiona. HORIZON ZERO DAWN promete ser um dos games mais bonitos do PS4 e muito disso se deve a direção de arte do jogo, que adotou estilo visual parecido com o usado nos documentários da BBC, que sempre mostram a natureza em grandes planos abertos, como se o ambiente fosse o grande protagonista, retratando ecossistemas onde o relevo muda consideravelmente dependendo da região onde você está.

Caçando dinossauros, enfrentando robôs

Mas fique tranquilo, você não terá que sair a esmo procurando o que fazer neste mundo gigantesco, afinal o game segue muitos dos conceitos que já encontramos em outros jogos de mundo aberto e a comparação mais óbvia é com outro título que também se passa na “pré-história”: FAR CRY PRIMAL.

Assim como no jogo da Ubisoft, Horizon segue um sistema de missões que já se tornou padrão nos games de mundo aberto. Temos as missões principais, que darão prosseguimento a história do jogo e as missões paralelas, que trazem narrativas próprias e não necessariamente ligadas ao enredo do jogo, mas que são importantes para que o jogador ganhe itens diferenciados e a experiência necessária para evoluir ou desbloquear novas habilidades.

E você precisara de todos os itens que puder encontrar, pois assim como em FAR CRY, precisamos estar sempre coletando itens pelo cenário ou com os inimigos derrotados para construirmos armas, armaduras e equipamentos diversos que nos ajudem a melhorar nosso desempenho no game.

Muitos dos itens coletados serão utilizados para criar armas, afinal o mundo de HORIZON ZERO DAWN é um universo hostil. Aloy é uma protagonista tão capacitada quanto outras heroínas dos games, mas ao contrário de Lara Croft, ela tem equipamentos mais rústicos, mas que são o suficiente para lidar com os perigos que encontrar. Podemos criar e com o tempo evoluir armadilhas e armas de curta distância, como lanças, e principalmente armamentos de longa distância, como arcos e uma espécie de estilingue, ambos necessários para caçar as feras que encontramos durante o game.

Como já dissemos anteriormente, os animais mecânicos que encontramos durante o jogo, são uma espécie de dinossauros robotizados e apesar de existirem cerca de 20 espécies no game, a Guerrilla promete que todos terão um comportamento próprio. Enquanto alguns andam em bandos e só atacarão se provocados, outros são predadores solitários e o verão como um delicioso almoço de domingo. Caçar estas criaturas é parte da experiência do game e algumas vezes será necessária muita estratégia para alcançar a vitória, já que alguns animais requerem uma rotina especifica para serem derrotados, como um inimigo que parece um Braquiossauro, que precisa ser escalado antes de ser rendido. Mas claro que nem todos os animais são seus inimigos e alguns podem se tornar aliados importantes ao serem domados, servindo como montarias para percorrermos o mundo do jogo mais rapidamente. 

Mas o jogo não será restrito a uma matança da fauna local, já que Aloy terá que interagir com diversas pessoas ao longo do game, seja da sua própria tribo ou de outras comunidades espalhadas pelo mundo e a interação será um ponto importante do jogo. Teremos opções variadas de diálogos que irão moldar nossa postura frente as pessoas e dependendo dos diálogos que você escolher, a protagonista pode ser uma figura “gente boa” ou uma mulher mais fria e objetiva na hora de lidar com outras pessoas. Seus diálogos levarão a ações diferentes no game, em um sistema que já é adotado em diversos outros jogos do gênero.

HORIZON: ZERO DAWN é um dos games mais aguardados do ano e a Guerrilla Games já mostrou que pretende fazer do jogo uma franquia. Agora nos resta saber se a desenvolvedora conseguirá entregar um jogo que atenda as expectativas e seja abraçada pelos gamers a ponto de render outros jogos. 

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