Número de imóveis retomados por falta de pagamento dispara e aquece setor de leilões

Mais de 13 mil unidades financiadas pela Caixa foram a leilão em 2016; pregões online estão em alta e permite descontos de até 40% na compra de um imóvel

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A crise econômica fez mais que dobrar o número de imóveis levados à leilão. Apenas entre as propriedades financiadas pela Caixa, o maior banco do Brasil neste setor, mais de 14 mil unidades habitacionais foram devolvidas por causa de dificuldades financeiras enfrentadas pelas famílias.

 

Crise para alguns, oportunidades para outros. É assim que o investidor deve encarar o atual momento. Afinal, nestes leilões os imóveis podem ser arrematados por até 40% de desconto em relação ao seu valor de mercado. Além disso, não existe burocracia com taxa de corretagem e os altos juros do financiamento.

 

Referência no Brasil

Atualmente, os leilões de imóveis estão cada vez mais acessíveis devido à tecnologia. Grande empresas do setor de leilão, como a Zukerman, promovem diversos leilões online, modalidade que permite comprar sem sair de casa. São centenas de casas, apartamentos, lotes e terrenos espalhados por dezenas de estados brasileiros, com foco em leilão de imóveis em São Paulo, tanto capital como interior.

 

É preciso ter cuidados

No entanto, ainda existem muitas dúvidas sobre o funcionamento desta modalidade de compra que, ao contrário do que muitos pensam, é segura e eficiente. Só que para isso, alguns cuidados devem ser adotados.

 

Mas é preciso ficar atento para o barato não sair caro. Como muitas das propriedades são questionadas judicialmente, se faz necessário munir de todos os cuidados possíveis para que a aquisição não se transforme em longa dor de cabeça.

 

Por isso, assessoria jurídica é essencial neste tipo de transação, assim como buscar empresas idôneas no mercado.

 

Confira algumas dicas preparadas pelos consultores da Zukerman:

 

  • Não compre apenas pelo valor. Pesquise o local do imóvel e compare com os preços praticados pelo mercado na mesma região
  • Não extrapole o seu limite. Antes de entrar em um pregão, tenha em mente qual a quantia máxima será ofertada. O valor deve caber no orçamento e ser vantajoso com relação a outros tipos de transação, como os consórcios e os financiamentos bancários. 
  • Leia atentamente as regras do edital
  • Inclua no gasto final possíveis reformas, e pagamentos de advogados e impostos
  • Não deixe de registrar o imóvel em cartório
  • Pesquise o histórico de pelo menos 20 anos do imóvel e descubra se existem dívidas não pagas, como IPTU, condomínio e contas de água e energia elétrica.
  • O imóvel adquirido pode ter sido colocado a leilão pelo próprio dono, como forma de vender rápido em momento de mercado enfraquecido, ou por decisões judiciais e extrajudiciais. A primeira acontece por ordem de um juiz para quitar a dívida com o banco. Já a segunda é uma demanda da instituição financeira quando as parcelas não estão sendo pagas.
  • Sempre que possível, visite a propriedade antes de dar o lance. Se não por possível, busque informações com os vizinhos sobre possíveis reformas já promovidas e as condições atuais do local.
  • Não dê lance em mais um lote ao mesmo tempo. Se ganhar ambos, será responsável pelas duas dívidas
  • Em alguns casos, o pregoeiro permite lances abaixo do menor valor estipulado. Se oriente sobre esta possibilidade

 

Adotadas estas medidas, o investidor terá vantagens financeiras consideráveis na aquisição de imóveis. Quer sair do aluguel? Ou que tal aumentar o patrimônio utilizando parte do dinheiro guardado? O leilão pode ser a melhor escolha para o seu perfil de compra.

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