Continuar ou parar?

Continuar ou parar?

- Foto: Divulgação

Esta semana recebi uma mensagem no Whatsapp com os seguintes dizeres:

 

É proibido desistir.

Respira fundo e continua.

 

Em primeiro lugar o que eu não gostei foi do assassinato da língua portuguesa.

 

No imperativo quando o verbo termina em “ar” como os verbos Respirar e Continuar, deve-se colocar “e” no final para formar o imperativo, ou seja, o correto seria:

 

É proibido desistir.

Respire fundo e continue.

 

Concordo que é importante termos perseverança para alcançarmos nossos objetivos.

Enquanto professora eu observei in loco a evasão escolar. Alunos que começavam o ano letivo mas não o terminavam.

O governo brasileiro, sempre muito paternalista, há anos vem tentando diferentes métodos para poder manter os alunos na escola e evitar a evasão.

O primeiro passo anos atrás, foi a criação da merenda escolar.  Naquela época acreditava-se que a comida manteria os alunos na escola. A prefeitura de São Paulo na década de 90 dava enormes latas de leite em pó para as crianças que se mantinham na escola. As diferentes formas de suborno continuam até hoje, numa tentativa desesperada de fazer com que os brasileiros estudem.

Sandra, você disse suborno? Nossa que palavra forte!

Você até pode querer tampar o sol com a peneira dizendo que criança mal alimentada não consegue se concentrar e aprender bla, bla, bla, bla... Mas a verdade é que se eu te dou algo, para que em troca você faça alguma coisa que eu queira, isso é suborno.

A pessoa sabia e balanceada, sabe quando deve insistir e continuar; e mais importante ainda, sabe quando parar. Sim, saber quando parar é muito mais importante. Vou te dar dois exemplos bem conhecidos.

Jô Soares sempre foi motoqueiro e sempre amou as grandes motocicletas. Apesar de ter sofrido diversos acidentes, ele persistiu e continuou pilotando motos até que teve um acidente tão sério que o deixou como movimento dos braços bastante restritos. Ele não consegue erguer os abraços e parece um robô quando tenta movimentar os braços.

O outro exemplo é do ex-piloto de formula 1 Emerson Fitipaldi. Ele sofreu tantos acidentes praticando outros esportes de alto risco e só resolveu para quando fraturou a coluna vertebral e ficou quase tetraplégico.

Saber quando parar é muito mais importante e é algo que todos nós devemos aprender.

Por: Sandra Maria Duarte

indiagestao.blogspot.in

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Sandra Maria Duarte

Sandra Maria Duarte é Professora, geógrafa e psicanalista e vive na Índia O Melhor Blog sobre a Índia é Sucesso entre Jornalistas e Professores. Tema de tese de Doutorado, Mestrado e diversos TGs. Fonte da novela Caminho das Índias. https://indiagestao.blogspot.com

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