'É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado'. (Madre Teresa de Calcutá)

'É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado'. (Madre Teresa de Calcutá)

Grupo Arroz e Feijão, Alfabetização de Adultos e Grupo Fazendo Arte. Pronto: já falei logo no início de três projetos. Esta semana, ao conversar com a Denise Arisa, atual presidenta do Grupo Laços em São Roque, disse que precisaria de pelo menos três edições da Coluna Vitrine para apresentar este programa, tamanha a quantidade e qualidade do trabalho realizado. Fundado há mais de 18 anos, o Grupo Laços tem como principal objetivo fortalecer vínculos familiares. Todos nós sabemos o quanto isso já é difícil em situações comuns. Imagine com famílias que estão em situação de vulnerabilidade social? São pessoas em avançado estado de fragilidade, que tornam-se expostas a riscos e a níveis significativos de desagregação social. Neste momento aparecem ONGs como esta que entram no seio familiar  dando o suporte e a orientação necessária. Vejam só alguns exemplos: por conta de várias situações alguns pais perdem temporariamente a guarda de seus filhos. Enquanto as crianças estão em uma unidade de acolhimento social, o Grupo Laços trabalha com os membros da família através de ações que  facilitam o acesso ao mercado de trabalho, à saúde e ao convívio social, elevando assim a auto estima e organizando aquele núcleo familiar para receber a criança novamente. A proposta é criar consciência de participação e cidadania e não de dependência. Não é fantástico?  Outro projeto encantador é o Grupo de Adoção. Pais que estão habilitados para a adoção recebem quinzenalmente a orientação de um psicólogo contratado pela entidade. Durante este tempo eles podem entender melhor como vai ser o processo de adoção e seus impactos emocionais para todos os envolvidos. E o trabalho vai muito além. Mesmo quando as famílias são desligadas dos projetos, ainda recebem o acompanhamento do Grupo para dimensionar o impacto das ações, avaliar e se preciso for dar mais suporte para essas pessoas. Nem mesmo a pandemia impediu este trabalho que em grande parte é realizado por voluntários que se esforçam para que os projetos continuem. Mas eles precisam de mais ajuda. Se queremos realmente que nossa sociedade seja mais justa é imprescindível começar com os núcleos familiares respeitando qualquer que seja sua formação. Eu acredito no trabalho desta gente.

 

Veja como ajudar em  www.grupolacos.org.br.

 

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Rogério Alves

Rogério Alves estudou regência na ULM (Universidade Livre de Música), é formado em prática de regência pelo Conservatório J. S. Bach e Gestão Pública pela UNIP. Atua na área da cultura, educação e da assistência social há mais de 20 anos. Foi criador de projetos como o Auto de Páscoa, Núcleo de Artes do CEC Brasital. Foi premiado pela criação do Programa de Boca Aberta - Musicalização Estudantil - escolhido para...

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