O salário evaporou

Confira o artigo da série "Apenas uma crônica", de Francisco Sacramento

O salário evaporou

Eis um dilema presente na vida do homem moderno: como gastar com eficiência? Não é raro nos defrontarmos com a afirmação: “o salário em meu bolso não tem tempo nem de esquentar, em frações de minutos ele simplesmente se evapora”. Diante do preço do arroz atingindo níveis nunca sonhados, o aumento do desemprego, a redução no processo de industrialização, luta contra a disseminação do coronavírus estamos a nos defrontar diariamente com a solução de problemas emergentes envolvendo sobrevivência e o crescimento. Há muitos anos atrás, quando a situação também era difícil, mas menos descontrolada publiquei um artigo intitulado” Onde está o dinheiro”. O objetivo inerente àquele texto estava no gerenciamento inteligente do desperdício, pois bem agora novos cenários se fazem presentes e as pessoas tentam entender e aprender para continuar suas vidas ainda que inúmeras restrições tumultuem suas existências. A questão abordada nesta crônica faz parte das realidades atuais e não nos permite amolecer e abandonar decisões sensatas apenas porque são antigas: elas irão ao longo do tempo surtir os efeitos esperados! Hoje é imperativo saber decidir para poder economizar e como resultado construir um cenário no qual pessoas possam viver e não apenas sobreviver. Nesse ambiente, no entanto todo cuidado é pouco pois o achismo, o conhecimento pouco aprofundado, as fake news favorecem a tomada de decisões errôneas e como consequência permanece a geração contínua de mais e mais resultados negativos.

Inúmeras são as situações que evidenciam a presença de resistências passivas, ao longo das quais pessoas relutam em adotar novos hábitos para solucionar diferentes situações desde o combate efetivo do elevado nível de colesterol até o consumo da água que aparentemente jorra por tempo indefinido de nossas torneiras. Esses são apenas dois dos exemplos, de paradoxos presentes na vida de pessoas e organizações, os quais produzem efeitos deletérios e antecipam o momento da morte seja pelo imenso desejo de não atualizar atitudes, seja pela incoerência das decisões. Como disse outro cronista em data recente “é necessário ressuscitar o bom senso”, ou como comentou outro “não podemos nunca nos esquecer do óbvio”. Muito antes da existência do atual cenário pude observar que um ex-aluno passou a se dedicar a atender seus clientes através da prestação de serviços focados nas modernidades oferecidas pelos fabricantes de computadores e softwares. Ele cresceu e continua a lutar pelo seu espaço e hoje me orgulho de ver o nome sua empresa brilhar em sua home page onde é facilmente identificada a presença de clientes e mais clientes. Seu espaço de trabalho? Uma sala no fundo da casa. Dificuldades? Lógico, elas existem. Esse é um exemplo entre muitos e muitos outros. Efetivamente não estamos vivendo numa era de crescimento pleno mas sempre é importante lembrar o velho dito: “plantando dá, mas não planto não!”

Bom dia a todos.

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Francisco Sacramento

Palestrante/professor especializado em atendimento ao cliente e gestão de recursos, Francisco Sacramento. Administrador de Empresas Graduado e Pós-graduado pela Fundação Getulio Vargas – SP, mestre em Administração pela UMESP – Universidade Metodista de São Paulo. Professor, palestrante, fotógrafo, orquidófilo. Membro da Academia de Letras Araçariguama (cadeira Guilherme de Almeida). É autor de artigos científicos ...

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