Conhecimento e criatividade

A pratica da fotografia se constitui apenas em um instrumento social e artístico?

Conhecimento e criatividade

A análise de múltiplos aspectos que conduzem ao aprimoramento humano e porque não dizer à construção do conhecimento ao longo dos tempos, conduziu-nos a considerar os diversos elementos envolvidos no processo fotográfico e a sua relação com a técnica, arte, visão social, visão econômica. Dentro deste contexto algumas questões se apresentaram: A pratica da fotografia se constitui apenas em um instrumento social e artístico? Ela pode ser analisada como uma ferramenta de construção do conhecimento? A fotografia participa de outros saberes ou mantém isolada? Essas e outras questões nos tem levado a considerar o seu significado muito além de suas facetas técnicos ou artísticos, pois entendemos que o saber envolvido nesta atividade se insere no contexto do atual processo de gestão organizacional e no desenvolvimento de novas tecnologias.

Do ponto de vista histórico o interesse do homem pela e observação e posteriormente tentativa de reprodução de imagens surgiu séculos atrás, ao que tudo indica na China, quando um filósofo observou que após um feixe de luz passar pela fresta de um quarto escuro reproduzia, em um anteparo, uma imagem quase perfeita da cena observada no ambiente externo. A partir daí sucederam-se estudos e experiências os quais obtiveram sucesso no Brasil em 1836, através de Hércules Florence e, em 1840, na França com Daguerre. Como resultado da descoberta relacionada à fixação de imagens, independente da forma como ocorreu e ocorre, acabou por criar um imenso rol de atividades econômicas, sociais e históricas, em outras palavras, o processo fotográfico passou a participar de forma intensa de diferentes áreas do conhecimento humano e se caracterizou como uma forma de linguagem estudada no campo da Semiótica.

Considerações essas que nos conduziram e conduzem a observar distintas formas de interações com diversas áreas do conhecimento. Por exemplo, do campo  da física veem à tona algumas questões a serem avaliadas a partir do ponto de vista da Teoria do Entrelaçamento quântico na qual “dois ou mais objetos podem estar de tal forma conectados que uma face não pode ser analisada adequadamente sem que a outra seja igualmente afetada, ainda que ambos estejam localizados em dimensões espaciais distintas”. Afirmação que nos leva a considerar que, em sua essência o processo fotográfico está presente, de maneira intensa de e distintas,em outros campos : matemática, administração, comunicação, medicina, astronomia, geologia entre outras. Enfim, somos remetidos a outras questões: Esse entrelaçamento conduz da visão restrita a outras de maior amplitude e capazes de possibilitar o desenvolvimento mais efetivo e completo do ser humano?

Surgem então novas indagações: Essa abordagem nos transforma de indivíduos dotados de visão específica, em seres capazes de perceber e entender inter-relações construtivas? Não estaríamos, desta forma, a abandonar a visão e a decisão restrita para assumir o desenvolvimento de processo decisória amplo e mais eficiente? Neste contexto, o processo educacional e o desenvolvimento do conhecimento, não constituir-se-ão em pontos vitais, ou mais especificamente no nó de muitas questões? Enfim: O entrelaçamento entre a visão fotográfica, e o processo de gestão conduz efetivamente à construção do homem? Neste contexto mais duas interrogações surgem e permanecem em aberto: a) até que ponto a visão das especialidades, produz consequências adequadas a diferentes processos de tomadas de decisão? b) diante das aparentes limitações humanas e tecnológicas não estamos deixando de considerar efeitos cruzados?

Ao final nos vemos diante de realidades ao mesmo tempo complexas e simples. Complexas, pois envolvem diversas áreas do saber, simples pois elas se fazem presentes de maneira clara aos olhos do observador.

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Francisco Sacramento

Palestrante/professor especializado em atendimento ao cliente e gestão de recursos, Francisco Sacramento. Administrador de Empresas Graduado e Pós-graduado pela Fundação Getulio Vargas – SP, mestre em Administração pela UMESP – Universidade Metodista de São Paulo. Professor, palestrante, fotógrafo, orquidófilo. Membro da Academia de Letras Araçariguama (cadeira Guilherme de Almeida). É autor de artigos científicos ...

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